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Portugal em 5º lugar entre os países mais corruptos do mundo, segundo perceção dos cidadãos nacionais 12 Novembro 2018

O país mais corrupto do mundo é o Croácia. Seguem-se o Quénia, Eslovénia e Sérvia.Já o país país mais honesto é o Dinamarca, segundo revela o estudo referido.

Portugal em 5º lugar entre os países mais corruptos do mundo, segundo perceção dos cidadãos nacionais

O estudo divulgado esta semana coloca Portugal em 5º lugar entre os países mais corruptos do mundo, segundo a perceção dos cidadãos nacionais.

83% dos trabalhadores portugueses inquiridos – de um universo de 3.800 entrevistados, de 38 países da Europa Ocidental e de Leste e do Médio Oriente, Índia e África – concordam que as práticas de suborno/corrupção acontecem de uma forma generalizada em Portugal.

Portugal ficou assim em 5º lugar entre os países mais corruptos do mundo, segundo perceção dos cidadãos nacionais. Mais corrupto é Croácia. Seguem-se o Quénia, Eslovénia e Sérvia. O país mais honesto é Dinamarca.

Segundo a mesma fonte, pior está a Croácia onde 92% dos entrevistados têm essa perceção. Uma apreciação dos cidadãos croatas que assim coloca o seu país no top dos corruptos do estudo anual da Ernest & Young, sediada em Londres.

Dinamarca exemplar

Apenas 4% dos inquiridos dinamarqueses defendem que as práticas de suborno e corrupção são generalizadas. Entre os menos corruptos, na perceção dos cidadãos nacionais, encontram-se a Finlândia 11%, Alemanha 26%, Bélgica 34%.

Regulador salvaguarda

O setor financeiro destaca-se no estudo, e não só em Portugal, como aquele em que a ética é mais salvaguardada do que noutros setores económicos. Isso deve-se às exigências impostas pelo regulador, um papel em Portugal assumido pelo Banco de Portugal.

Os entrevistados do setor dos serviços financeiros apresentam uma probabilidade maior — quase 50% superior à de outros entrevistados — de referir que as respetivas organizações dispõem de uma política de prevenção da fraude e corrupção e de um código de conduta
.
Perceção influenciada pela exposição

“No último ano e meio, Portugal tem sido fustigado por casos de corrupção. Por isso, os entrevistados terão mais propensão para responder positivamente” quando interrogados sobre corrupção e fraude, afirmou Pedro Cunha, da Ernest & Young, na apresentação dos resultados do inquérito, na terça-feira, 11, em Lisboa.

Dos inquiridos em Portugal, 61% consideram que existiu uma distorção de resultados financeiros das empresas.

Apenas 28% dos portugueses consideram a ética empresarial da sua organização como “muito boa”. Contudo, 25% dos inquiridos em Portugal consideram que houve melhoria na ética empresarial da sua empresa nos últimos dois anos.

Indicadores que podem ter influído na perceção dos portugueses:

1. Gastos com viagens: o governo português bateu em 2017

o recorde neste ítem.

2. Escândalo de intervenção na banca durante governo de Passos Coelho não teve consequência e responsáveis levam vida “normal”! (Exemplo: banqueiro Jardim Gonçalves recebe uma reforma mensal de 175 mil euros)

3. Acumulação de salários, reformas por estadistas. O ex-presidente Cavaco a queixar-se do montante aquém dos seus gastos tornou-se uma anedota. Agora é Manuel Alegre que escandaliza e criticado por receber duas pensões do Estado retruca: “Recebo aquilo a que tenho direito”.

Fontes: Diário de Notícias (dn.pt); site da Ernest & Young. Foto (de fonte livre): Recusar-se a ser corrompido é condição necessária para combater a corrupção.

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