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Portugal em choque com denúncia: "Governo ignora que há esquadras ilegais chinesas em Lisboa" 02 Outubro 2022

Os desmentidos surgiram de imediato à denúncia, feita pela ong de Direitos Humanos ’Safeguard Defenders’, de que existem em Lisboa, Porto e Madeira "esquadras chinesas" ilegais como centros de investigação e repatriamento de cidadãos chineses residentes em Portugal. Na quinta-feira, ao ser interpelado no parlamento, o primeiro-ministro português aconselhou o deputado da oposição (IL) a levar o assunto à PGR.

Portugal em choque com denúncia:

A ’Liga dos Chineses em Portugal’ disse ontem (6ªfª) à RR-Rádio Renascença, que se trata de uma denúncia falsa, que é impossível a existência dessas esquadras ilegais chinesas a operar no país.

Perante o desmentido, Peter Dahlin, o presidente da ’Safeguard Defenders’, ong sediada em Madrid, voltou a afirmar: "No Porto, em Lisboa e algures na Madeira, temos conhecimento de alguns sítios onde estão estas esquadras. Há organizações por trás disto, e temos várias preocupações".

Segundo afirma o cidadão sueco Peter Dahlin — ativista de direitos humanos, que foi obrigado a uma confissão (falsa) e o mea-culpa televisionados ao fim de 23 dias de tortura numa prisão secreta na China, em janeiro de 2016 —, Portugal não é o primeiro país com este tipo de instituição chinesa sorrateira.

O que fazem tais esquadras de polícia (em inglês police stations)? Segundo Dahlin, "mais de 230 mil chineses" foram "persuadidos a regressar" à sua terra natal, um pouco por todo o mundo.

"Existem ao todo 54 esquadras, em cinco continentes" e na Europa estão em Madrid, Belgrado, Lisboa, Porto e Madeira. Abaixo (veja), outras fontes referem números ou diferentes ou aproximados.

Sobre estas três implantadas em Portugal, o jurista Jorge Bacelar Gouveia, presidente do OSCOT-Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, disse à RR ser "estranho que o Governo não saiba se há esquadras ilegais chinesas a operar em Portugal".

Enfatizou o presidente do OSCOT, que tomou posse em janeiro corrente, que "a existência de esquadras ilegais chinesas a operar em Portugal deve preocupar o Executivo".

Às claras na Irlanda

Uma reportagem no diário Irish Times, online desde domingo 25 mas que passou despercebida dos media de referência, informa que a esquadra chinesa de Dublin (foto em cima, à esqª) fica entre dois restaurantes chineses da Capel Street, no centro da capital da República da Irlanda.

Segundo o diário irlandês, a "polícia de Fuzhou, na costa sudeste da China confirmou "a abertura de trinta estações de polícia (esquadras) em 21 países".

Fontes: RR.pt/Irish Times/SIC/RTP/Reuters. Fotos: (à esqª) mapas; (à d.ta) Peter Dahlin. A surpresa do primeiro-ministro português: "Não tenho nenhum conhecimento e, seguramente, os serviços também não têm, caso contrário já me teriam dado. Mas já que vossa excelência [João Cotrim Figueiredo, na foto] tem, recomendava-lhe vivamente que de imediato transmitisse à senhora Procuradora-Geral da República (PGR)", sugeriu António Costa. Presidente do OSCOT.

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