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Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos caíram em julho para 72,4 MEuro 27 Setembro 2021

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos desceram ligeiramente em julho, para 72,4 milhões de euros, mas acumulam um crescimento de 17% desde o início da pandemia de covid-19, segundo dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos caíram em julho para 72,4 MEuro

De acordo o mais recente relatório estatístico mensal do Banco de Cabo Verde (BCV), de setembro, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos chegaram no final de julho a 8.007 milhões de escudos (72,4 milhões de euros), menos 0,8% face a junho. Em março de 2020, antes da pandemia de covid-19, essas poupanças cifravam-se em 6.847 milhões de escudos (61,5 milhões de euros), e foram crescendo praticamente todos os meses.

Só entre março e abril deste ano os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos aumentaram 7%, de 7.736 milhões de escudos (70,4 milhões de euros) para quase 7.844 milhões de escudos (71,4 milhões de euros), segundo o histórico disponibilizado pelo BCV.

Em julho, contudo, registou a primeira queda no valor dos depósitos de poupança em nove meses.

Já os depósitos a prazo nos bancos caíram quase 6% no espaço de um mês, para cerca de 42.415 milhões de escudos (383,7 milhões de euros).

De acordo com o histórico do BCV, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos ultrapassavam no final de 2019 os 6.675 milhões de escudos (59,9 milhões de euros), pelo que se tratou de um crescimento de 11,4% no ano de 2020.

Esses depósitos valiam 5.933,4 milhões de escudos (53,2 milhões de euros) em 2018, e 5.411,8 milhões de escudos (48,6 milhões de euros) em 2017.

Em Cabo Verde operam sete bancos comerciais com licença para trabalhar com clientes residentes e quatro apenas com licença para clientes não residentes, considerados ’offshore’, regime que termina no final deste ano.

Segundo um inquérito realizado há cinco anos pelo BCV, sobre a literacia financeira da população cabo-verdiana, cerca de 91% dos inquiridos consideravam importante, ou, até mesmo muito importante planear o orçamento familiar e apenas 9% consideram pouco importante ou nada importante.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) realizou um inquérito de conjuntura das famílias cabo-verdianas no segundo trimestre de 2020, chegando à conclusão de que a maior parte dos inquiridos (93,2%) considerou que a atual situação económica do país não permite fazer poupança.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da ausência quase total de turismo - setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago - desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19, tendo fechado o último ano com uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB.

O Governo cabo-verdiano avançou em julho com uma revisão do Orçamento do Estado, revendo em baixa o crescimento esperado do PIB do país para de 3,0% a 5,5% em 2021, quando no Orçamento anterior previa um crescimento económico de 6,8% a 8,5%. A Semana com Lusa

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