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Poupanças dos caboverdianos nos bancos em novo máximo de 73,7 milhões 21 Outubro 2021

As poupanças dos caboverdianos nos bancos subiram em Agosto para 73,7 milhões de euros, um novo máximo, segundo dados oficiais do Banco de Cabo Verde (BCV) compilados esta quarta-feira, pela Lusa.

Poupanças dos caboverdianos nos bancos em novo máximo de 73,7 milhões

De acordo com o mais recente relatório estatístico mensal do Banco de Cabo Verde (BCV), deste mês, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos chegaram no final de agosto a 8.147 milhões de escudos (73,7 milhões de euros), um aumento de 1,7% face a julho.

Em Março de 2020, antes da pandemia de covid-19, essas poupanças cifravam-se em 6.847 milhões de escudos (61,5 milhões de euros), e foram crescendo praticamente todos os meses, acumulando até ao momento um aumento de 19%, desde o início da pandemia.

Só entre Março e Abril deste ano os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos aumentaram 7%, de 7.736 milhões de escudos (70,4 milhões de euros) para quase 7.844 milhões de escudos (71,4 milhões de euros), segundo o histórico disponibilizado pelo BCV.

Em Julho, contudo, registou-se a primeira queda no valor dos depósitos de poupança em nove meses, mas que voltou a crescer em agosto, para o valor mais alto do histórico disponibilizado pelo BCV.

Já os depósitos a prazo nos bancos também renovaram máximos, subindo 6,7% no espaço de um mês, para mais de 45.627 milhões de escudos (413,1 milhões de euros) em agosto.

De acordo com o histórico do BCV, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos ultrapassavam no final de 2019 os 6.675 milhões de escudos (59,9 milhões de euros), pelo que se tratou de um crescimento de 11,4% no ano de 2020. Esses depósitos valiam 5.933,4 milhões de escudos (53,2 milhões de euros) em 2018, e 5.411,8 milhões de escudos (48,6 milhões de euros) em 2017. “Em Cabo Verde operam sete bancos comerciais com licença para trabalhar com clientes residentes”.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) realizou um inquérito de conjuntura das famílias cabo-verdianas no segundo trimestre de 2020, chegando à conclusão de que a maior parte dos inquiridos (93,2%) considerou que a atual situação económica do país não permite fazer poupança.

Cabo Verde enfrenta uma “profunda crise económica e financeira”, decorrente da ausência quase total de turismo - setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago - desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19, tendo fechado o último ano com uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB.

Sabe-se ainda que o Governo caboverdiano avançou em Julho com uma revisão do Orçamento do Estado, revendo em baixa o crescimento esperado do PIB do país para de 3,0% a 5,5% em 2021, quando no Orçamento anterior previa um crescimento económico de 6,8% a 8,5%.

Asemana C/Lusa

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