INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Povo ucraniano e Zelensky vencem Prémio Sakharov 20 Outubro 2022

O "corajoso povo da Ucrânia" é o vencedor do ’Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento’, anunciou hoje (quarta-feira) a presidente do Parlamento Europeu no término da reunião dos líderes dos grupos parlamentares europeus em Estrasburgo.

Povo ucraniano e Zelensky vencem Prémio Sakharov

"Nnguém é mais merecedor" que o "corajoso povo da Ucrânia", representado pelo presidente Volodymyr Zelensky, outros líderes eleitos e a sociedade civil, disse Roberta Metsola referindo-se ao vencedor que superou os também finalistas Julian Assange do WikiLeaks e a Comissão da VerdadeVerdad da Colômbia.

No Twitter, Metsola expressou, sobre o "orgulhoso vencedor" do prémio Sakharov, que "[e] les estão a defender o que acreditam. A lutar pelos nossos valores. A proteger a democracia, a liberdade e o Estado de Direito. A arriscar as suas vidas por nós".

"O prémio é para os ucranianos que lutam no terreno. Para aqueles que foram forçados a fugir. Para aqueles que perderam familiares e amigos. Para todos aqueles que se erguem e lutam por aquilo em que acreditam. Sei que o corajoso povo da Ucrânia não vai desistir e nós também não", afirmou a presidente do PE.

Responsáveis pela nomeação da Ucrânia foram o Partido Popular Europeu (o maior do hemiciclo), os Socialistas e Democratas, o Renew Europe e os Reformistas e Conservadores Europeus.

Finalistas Assange e Comissão de Verdade constavam no dia 13 do top3 das comissões dos Negócios Estrangeiros e do Desenvolvimento do PE. A comissão colombiana, nomeada pelo Grupo Confederado da Esquerda Unitária Europeia e Esquerda Nórdica Verde, foi criada ao abrigo do acordo de paz de 2016 na Colômbia, com o objetivo de "estabelecer os factos sobre as violações dos direitos humanos durante o conflito e defender os direitos de milhões de vítimas".

Nomeado por um grupo de 41 deputados da UE, Assange acusado de espionagem e crime informático está detido no Reino Unido e arrisca-se a ser extraditado para os EUA onde pode vir a ser condenado à perpetuidade.

Zelensky agradece

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu esta quarta-feira a atribuição do Prémio Sakharov 2022 ao "corajoso" povo ucraniano e assinalou a sua "dedicação aos valores da liberdade e democracia contra o Estado terrorista da Federação da Rússia".

"Agradeço ao Parlamento Europeu e à presidente do Parlamento Europeu pela concessão do Prémio Sakharov ao povo da Ucrânia, que em cada dia prova a sua dedicação aos valores da liberdade e democracia contra o Estado terrorista da Federação da Rússia. Neste caminho, o apoio dos países da União Europeia (UE) é muito importante para a Ucrânia", tuìtou Zelensky.

"O corajoso povo da Ucrânia está a fazer sacrifícios todos os dias para defender a sua liberdade — e a nossa", escreveu Borrell na rede social Twitter, referindo-se ao galardão para a Liberdade de Pensamento, criado em 1985 e anualmente entregue pelo Parlamento Europeu desde 1988 para homenagear pessoas ou organizações que dedicam as suas vidas ou ações à defesa dos direitos humanos e à liberdade.

Pelo mesmo diapasão de Josep Borrell Fontelles, chefe da diplomacia da UE, afinaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. Também via Twitter, congratularam-se com a atribuição à Ucrânia do prémio.

"No Conselho Europeu, concentrar-nos-emos em continuar a fornecer-lhe ajuda; apoiaremos a Ucrânia durante o tempo que for preciso", escreveu Michel, concluindo com a histórica expressão "Slava Ukraini (Glória à Ucrânia)".

14 de dezembro

O ’Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento’ — atribuído pela primeira vez em 1988 e batizado em homenagem ao físico e dissidente político russo Andrei Sakharov — será entregue a 14 de dezembro, na sessão plenária de Estrasburgo. O condecorado receberá um certificado e um cheque de 50 000 euros (pouco mais de 5,5 mil contos).

Todavia será a primeira vez, desde 1988, que a entrega solene do ’Prémio Sakharov pela Liberdade de Pensamento’ não acontecerá no dia 10 de dezembro, data instituída em memória da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

Lusófonos galardoados. Em 2000, o prémio Sakharov distinguiu Dom Zacarias Kamwenho, arcebispo católico angolano, pela sua luta em prol da paz e dos direitos humanos que conduziu ao fim da guerra civil de Angola.

Nesse ano, pela primeira vez o prémio (entregue em 2001) galardoou três personalidades: além do sacerdote angolano, a israelita Nurit Peled-Elhanan, ativista pela pacificação de Israel através do diálogo com a Palestina, e o escritor palestino Izzat Ghazzawi, também ativista pela pacificação de Israel através do diálogo com a Palestina.

No ano anterior, 1999, o Sakharov foi para Xanana Gusmão, em reconhecimento pela sua luta contra a invasão e colonização indonésia de Timor-Leste.

Fontes: europarl.eu/Euronews/Históricas.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project