A edição deste ano teve como ponto alto um “show de música alternativa com que a Artikul CJ, promotora do evento, homenageou o músico, compositor, intérprete e poeta, Káká Barbosa, com uma estatueta alusiva à efeméride, como prova de gratidão pelo seu percurso e investigação na área da música cabo-verdiana.
Kaká Barbosa agradeceu o reconhecimento e manifestou “imensa gratidão e um “grito profundo e incomensurável” logo após ter recebido o troféu das mãos do vereador da Cultura da Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva.
Este transmitiu a satisfação da autarquia da capital pelo facto de o Grito Rock, enquanto iniciativa privada, comparticipada pela autarquia da Praia, ter escolhido “um grande artista e compositor, um homem de cultura de Santiago, de Santa Catarina e de Cabo Verde” para esta homenagem.
Isto por considerar que, para além de um “grande compositor”, o laureado se tem destacado nos ritmos tradicionais cabo-verdianos como morna, coladeira e funaná, afirmando-se também como um apreciador de géneros como rock e funk, de entre outros ritmos estrangeiros.
Entende Lopes da Silva ser esta “uma homenagem reconhecida”, pelo que fez questão de destacar a postura do Grito Rock por esta iniciativa.
Quanto ao espectáculo em si, coube ao irreverente músico e compositor Wilson Silva e a sua banda Family abrir o certame com o “reggae crioulado”, com uma visão crítica da sociedade, para logo de seguida os Rockdilhas, uma banda formada por alguns dos antigos elementos do Bulimundo, apresentarem um “funaná-rock” para o espanto da plateia.
Ainda da Cidade da Praia actuou a banda “Primitive”, a prata da casa que já se afigura, naturalmente, como um “habitue” destas andanças, em mais um grande show da noite para o gáudio dos espectadores, que em grande número acorreram ao local.
Com selo de Cabo Verde, esta VII edição do Festival Internacional Grito Rock da Praia contou ainda com a actuação dos Blackside, de São Vicente, sendo que do estrangeiro desfilaram pelo palco os Lazywall, dos Marrocos, e Galiot Band, da Espanha.
“Nha lixo é dimeu – Cabo Verde ”, foi o lema da campanha com que o Movimento Civil 350 CV adoptou para sensibilizar os espectadores sobre esta “nobre causa ambiental”, com mensagens viradas para a protecção e defesa do meio ambiente, particularmente na luta contra a poluição, sobretudo terrestre e oceânica.
Os integrantes deste “movimento azul” recordaram a todos que se está num país em que a área marítima ultrapassa “de longe” a área terrestre.
Iniciado a 20 do corrente, a VII edição do Festival Internacional Grito Rock da Praia prossegue este domingo, na Cidade Velha, com uma conversa aberta sobre intercâmbio cultural alternativo, visita a centros históricos e monumentos e convívio, no quadro da campanha ambiental 350CV, e continua na segunda-feira, 25, com encontros e “jam session” com artistas e músicos locais, no Tarrafal de Santiago.
O Palácio da Cultura Ildo Lobo é o palco escolhido para a tertúlia “Movimentos Grito Rock e a produção de música alternativa em Cabo Verde”, que se realiza na terça-feira, 26, dia que se encerra a edição deste certame de 2019. A Semana com Inforpress
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