NOS KU NOS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Praia: Advogado Arnaldo Silva suturado com vários pontos na cabeça por agressão à pedrada na porta da casa, mas está fora de perigo de vida 13 Janeiro 2020

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados de Cabo Verde e antigo membro do governo do MpD na década de 90, Arnaldo Silva (ver fotos no roda-pé desta notícia), foi, na tarde deste sábado, vítima de uma forte agressão, à pedrada, na sua residência em Palmarejo. Silva foi conduzido ao Hospital Agostinho Neto, onde teve que ser suturado com sete pontos na cabeça. Mas este jornal apurou que o advogado já se encontra fora de perigo de vida, tendo a polícia já detido o suposto agressor.

Praia: Advogado Arnaldo Silva suturado com vários  pontos na cabeça  por agressão à pedrada na porta da casa, mas está fora de perigo de vida

Em mensagens envidas a pessoas de suas relações, Arnaldo Silva confirmou que foi agredido na tarde deste Sábado,12, na sua casa. Fontes policiais ouvidas pelo Asemanaonline também confirmam o registo da ocorrência, asseverando que, na sequência da agressão à pedrada, Silva teve que ser suturado com sete pontos na cabeça.

Revelam as mesmas fontes que a PN esteve no local momentos depois do crime, está a investigar o caso, já deteve o suposto agressor de Silva e está a se inteirar das circunstâncias em que ocorreram o mesmo crime - escusou-se de avançar mais detalhes para não atrapalhar as investigações em curso e os trâmites legais do processo.

No seu registo próprio, o Santiago Magazine noticia que Arnaldo Silva «foi violentamente atacado esta tarde à porta da sua residência no Palmarejo». Assegurou que foi socorrido pelo próprio filho que o transportou ao Hospital Agostinho Neto, onde foi suturado com sete pontos na cabeça, resultado de uma pedrada.

Ocorrência e suspeito do crime

Segundo descreveu o mesmo site, o caso aconteceu por volta das 14 horas. «Um indivíduo de nome Felisberto, residente na Bela Vista, atacou Arnaldo Silva com pedra, mesmo em frente à sua casa. Segundo fontes policiais do Comando da Polícia, contactados por Santiago Magazine, o rapaz tinha na sua posse uma faca de grande dimensão com a qual pretendia golpear o conhecido advogado, o que felizmente não sucedeu. Ainda assim, Arnaldo Silva acabou sendo ferido com uma pedrada na cabeça, tendo sido suturado no Hospital Agostinho Neto com sete pontos».

Este diário digital acrescenta que, de acordo informações não oficiais do hospital, essa lesão na cabeça foi considerada potencialmente mortal, uma vez que a pancada provocou uma forte hemorragia. «O causídico foi também sujeito a exames de despiste para evitar eventuais danos cerebrais, e está já fora de perigo».

Conforme ainda o Santiago Magazine, o caso está a ser investigado pela Polícia Nacional, que já deteve o agressor, devendo apresentá-lo às autoridades judiciais até terça-feira,13. «Arnaldo Silva também esteve na Esquadra da PN em Achada Santo António durante esta tarde a prestar depoimento e regressou ao hospital para novos exames», avança.

Possíveis motivações: Casos de terrenos ou ajuste de contas

Para o mesmo diário digital, ainda não se sabe ao certo quais as reais motivações que podem estar por detrás deste ataque. Mas o jornal faz questão de realçar que acontece, curiosamente, na mesma semana em que a Procuradoria-Geral da República esteve a solicitar às pessoas que compraram lotes de terreno no Arnaldo Silva no sentido de entregarem os recibos do pagamento referentes aos referidos terrenos em Palmarejo Grande.

« Outra versão aponta para um ’suposto revanche’, já que, segundo consta, Felisberto teria sido expulso de uma festa na casa de Arnaldo Silva este fim de semana e, então, terá voltado para ajustar contas», refere Santiago Magazine, para quem «a violência deste ataque poderá ser tipificada como tentativa de homicídio e não um assalto frustrado».

Casos de venda de terrenos: Silva solto depois de detido por supostos crimes

Entretanto, o advogado Arnaldo Silva tinha sido detido, no dia 06 de Setembro de 2019, pela Polícia Judiciaria, fora do flagrante delito, na cidade da Praia. Em causa estavam, segundo a PJ que então não identificou o detido, vários crimes relacionados com a aquisição e venda de terrenos na cidade da Praia alegadamente cometidos por Silva, com destaque para lavagem de capitais, burla qualificada e associação criminosa - identificou-se ainda mais seis suspeitos, que vêm sendo ouvidos em processo.

Contextualizando esta operação, o Ministério Público informou, no seu página oficial, que correm termos na Procuradoria da República da Comarca da Praia os autos de instrução nos quais investigam-se indícios de ilícitos criminais relacionados com a aquisição e venda de terrenos na cidade da Praia e suscetíveis de integrarem os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos (informáticos), organização criminosa e lavagem de capitais.

Para além da detenção de Arnaldo Silva, o MP asseverou, na altura, que as diligências de instrução realizadas permitiram a identificação de mais seis suspeitos, todas pessoas singulares. O processo encontra-se em instrução e, por isso, em segredo de justiça.

Mostrando-se inocente perante as acusações referidas, Arnaldo Silva contestou a referida actuação do Ministério Público, pedindo, às autoridades competentes, que «alguém tem que acabar com isto». O Advogado foi posto em liberdade depois de ter sido ouvido em processo – foi acompanhado pela então bastonária da Ordem dos Advogados de Cabo Verde e seu advogado de defesa José Manuel Pinto Monteiro.

Este insurgiu-se contra aquilo que considerou ser a sanha do MP que pretendeu com esta detenção de Arnaldo Silva atingir outras pessoas, já que, segundo ele, o processo já tinha sido objecto de um despacho de arquivamento proferido pelo procurador Vital Moeda, ilibando Arnaldo Silva de qualquer responsabilidade criminal dos factos que remontam aos anos de 1999 - tem a ver com a suposta mega burla com a falsificação do registo matricial e venda de terrenos na cidade da Praia, denunciado pelo advogado Vieira Lopes no jornal A Semana. “Independentemente de qualquer responsabilidade criminal que possa haver já estão prescritos. Por isso não se entende essa sanha do MP, salvo os objectivos inconfessáveis que são de natureza política e pretendendo atingir o presidente da CMP em março de 2014 (Ulisses Correia e Silva, atual PM) e a sócia do do Dr. Arnaldo Silva no escritório que é a Dra. Janine Lélis”, declarou Pinto Monteiro à edição do jornal Terra Nova de 06 de Setembro de 2019, concluindo também que as acusações não têm fundamento.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project