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Praia: Comunidade educativa acusa a diretora da ESAB pelo abuso de poder 27 Junho 2019

A diretora da Escola Secundária Abílio Duarte em Palmarejo, Cidade da Praia está sendo alvo de críticas da comunidade educativa local. É que um grupo de professores, alunos, pais e encarregados da educação acusam Ângela Maria Martins Varela pelo abuso de poder e exigem que medidas sejam tomadas urgentemente para pôr cobro a várias situações que afetam o relacionamento entre as partes e o funcionamento do estabelecimento de ensino. Avisam que, se persistir o silêncio por parte do Ministério da Educação, podem partir para outras formas de luta mais radicais.

Praia: Comunidade educativa acusa a diretora da ESAB pelo abuso de poder

Esta comunidade educativa procurou a imprensa esta quinta-feira para manifestar a sua indignação com relação à diretora daquela Escola Secundária alegando que sempre que confrontada tanto por professores, alunos ou encarregados de educação, ela faz questão de dizer, em tons de ameaça, que "tem amigos na Delegação e na Inspeção Geral da Educação".

Os professores, segundo dizem, trabalham sob uma direção ditadora onde a diretora só “ordena”, “exige” e “proíbe”. "Não há espaço para diálogo, nem abertura para sugestões ou reclamações. Uma direção onde orientações profissionais ou advertências são dadas à base de gritos, onde contínuos são contratados para policiarem os professores nas salas de aula (espreitam nas janelas, abrem as portas das salas para verem o que se passa lá dentro, e até filmam) e de seguida reportar o que viu à direção", aponta a nossa fonte.

Indignado com a postura da diretora, este grupo de docentes e alunos revela a este diário digital que, Ângela Martins Varela chegou a ponto de invadir a aula de uma das professoras e desautorizá-la perante toda a turma. Mas mais: afirma ainda que esta responsável educativa marca faltas a quem não faltou e recusa-se retirá-las "hispoticamente". Aliás, professores, alunos pais e encarregados da educação denunciam que a perseguição é tanta que a acusada instalou uma câmara de vigilância numa das salas de aula - "procedimento ilegal que viola os direitos de imagem e, até onde se sabe para instalar câmaras de vigilância é necessário autorização da CNPD-Comissão nacional de Proteção de Dados".

Para a comunidade educativa, o clima que se vive nesta Escola não propicia o desenvolvimento de atividades que contribuam para o sucesso educativo. "Tanto é que, professores e funcionários que sofrem de algum problema de saúde são as maiores vítimas da direção. Estes são por vezes agredidos verbalmente por faltarem ao trabalho, acusados de inventar doença ou atestado médico para não trabalharem e, como já foi dito, toda essa agressão verbal é feita à base de gritaria e palavras ofensivas e ultrajantes à frente de alunos e quem mais estiver presente, demonstrando assim, falta de profissionalismo", desabafa comuncado remeteido ao Asemanaonline, sublinhando que quando os alunos se encontram nos corredores, no pátio ou sentados nas escadas ao abrigo do sol, escuta-se com frequência, da boca da diretora, expressões tais como: “Nhos kala boka!” e “Nhos sai dili!”.

Comunidade educativa pede intervenção do ME e ameaça com outras formas de luta

"Outro aspeto que nos tem incomodado é que esta diretora proíbe a circulação de crianças (filhos de funcionários e professores) no espaço escolar. Entretanto, é a mesma que, frequentemente, leva para o liceu o seu sobrinho (que também é neto da senhora que explora a cantina da escola). Aliás, esta criança de pouco mais de nove anos de idade passa quase todo o período de tarde na escola, circulando por onde bem entender, inclusive nos gabinetes da direção. É-lhe permitido usar o computador da diretora (onde certamente pode-se encontrar assuntos confidenciais da escola), assiste conversas particulares entre a direção e encarregados de educação e professores, pondo em causa a confidencialidade profissional", denuncia o representante do grupo de professores que procurou a imprensa.

Perante estas inquietações, a comunidade educativa da Escola Secundária Abilio Duarte exige a urgente intervenção da inspeção do Ministério da Educação e espera que sejam ouvidos, não só os membros da direção, mas também, os alunos, os pais e encarregados da educação e os professores deste estabelecimento de ensino secundário. "Caso medidas severas não forem tomadas, partiremos por outras vias de manifestação", vai avisando a mesma fonte.

Entretanto, o Asemanaonline tentou contatar a diretora da ESAB para se posicionar sobre as denúncias, mas devido ao adiantado da hora do fecho dessa edição não foi possível. Prometemos retomar essa matéria, caso a direção deste Liceu da Capital venha a reagir às denuncias referidas.

CL

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