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Praia: Delegacia de Saúde no terreno com pulverização intra-domiciliar e vigilância aos mosquitos vectores 23 Setembro 2020

A delegada de Saúde da Praia disse esta terça-feira,22, que após as primeiras chuvas, a instituição encontra-se no terreno para a pulverização intra-domiciliar e vigilância para dar combate às doenças arboviroses provocadas por mosquitos vectores.

Praia: Delegacia de Saúde no terreno com pulverização intra-domiciliar e vigilância aos mosquitos vectores

Ulardina Furtado falava à Inforpress no âmbito do programa da intervenção da Delegacia de Saúde da Praia após as primeiras chuvas caídas em Setembro no concelho.

“Neste momento estamos no terreno a tratar os focos de mosquitos tanto intra-domiciliar como nas ruas onde ficam poças de água, visando com isso dar combate às larvas antes que chegam a fase adulta”, disse.

Segundo a responsável, o plano de trabalho intra-domiciliar será prolongado até o mês de Dezembro, enquanto os focos existentes no terreno serão combatidos durante o ano, e com “maior intensidade” após as primeiras chuvas.

Perante o perigo e após três anos consecutivos sem doenças como dengue, zika e diminuição de casos de paludismo, Ulardina Furtado apelou à população praiense para estar “vigilante e atenta” às poças de água formadas nos arredores das casas, assim como nas habitações.

“Esta é uma vitória que queremos manter, pois traduz-se em menos preocupação para a saúde pública em termos de casos”, acrescentou, apelando a todos a manterem-se responsáveis e a dar combate às poças de água, que podem proporcionar condições para produção das larvas.

Afirmou ainda que a luta anti vectorial é integrada e abrange as doenças transmitidas pelos vectores, como dengue, zika, paludismo e chikungunya, arbovírus, segundo disse, transmitidas por picadas do mosquito Aedes Aegypti.
Conforme aquela médica, nesta época do ano, além das doenças provocadas pelos vectores, a delegacia está atenta ainda às doenças gastrointestinais que atacam, principalmente, as crianças.

“São doenças como diarreia e vómito, pelo que devemos ter atenção com a higiene, os alimentos e a água que bebemos nesta época do ano”, alertou.
Pediu, por isso, à população para se manter vigilante, pois, além da covid-19, que está activa, o concelho tem ainda a possibilidade de debater com todas as doenças transmitidas por vectores na mesma época do ano, ou seja, após as primeiras chuvas.

Cabo Verde não tem contabilizado casos autóctones de paludismo, desde 2018 até data, indicou a mesma fonte.

Quanto às doenças arboviroses, o arquipélago registou epidemia de zika nos finais de 2015 e meados de 2016, com notificação de mais de 7.500 casos suspeitos, enquanto a dengue aconteceu em 2009, com registos que apontaram para 21.383 casos suspeitos, com evolução de 174 para febre hemorrágica e seis óbitos.

De Janeiro a Junho de 2010, o País voltou a registar 305 casos da dengue, sendo os concelhos da Praia e São Filipe os mais afectados pela doença.

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