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Praia: Delegacia de Saúde no terreno para pulverização intra-domiciliar e vigilância aos mosquitos vectores 13 Agosto 2021

A delegada de Saúde da Praia disse hoje que as equipas de pulverização intra-domiciliar e de comunicação para saúde estão no terreno há mais de um mês a cumprir o plano de combate aos mosquitos vectores.

Praia: Delegacia de Saúde no terreno para pulverização intra-domiciliar e vigilância aos mosquitos vectores

“Neste momento já fomos a várias zonas do concelho, particularmente às prioritárias, onde sempre nessa época do ano aparecem mais casos. Apesar disso, estamos conscientes que precisamos reforçar a cobertura, pois devido ao contexto da covid-19 muitas pessoas não aderiram à campanha de pulverização”, informou Ulardina Furtado, à Inforpress.

A delegada de Saúde, que fazia um balanço sobre a situação da pulverização intra-domiciliar e da comunicação para saúde após as primeiras chuvas, avançou ainda que as zonas consideradas prioritárias já estão todas visitadas, apesar de admitir a necessidade de uma “nova passagem para reforço”.

“Para conseguir dar vazão temos um número considerável de agentes no terreno e com a queda das primeiras chuvas, que aumentam a nossa preocupação devido ao aparecimento de novos focos, estamos a busca de novos focos”, afirmou.

Neste âmbito, apontou como zonas para reforço da pulverização intra-domiciliar os bairros de Achada Santo António, Achadinha, Várzea e Vila Nova, comunidades onde, afirmou, a Delegacia de Saúde da Praia deve garantir “uma cobertura alta”.

Sem dados ainda para avançar sobre o número de habitações que receberam a pulverização intra-domiciliar, a responsável pelo sector de saúde do concelho prometeu que na próxima semana vai estar em condições de apresentar esses dados.

No entanto, disse esperar que a população a nível dos bairros do concelho da Praia ajude a delegacia a detectar zonas que necessitam de intervenção, para evitar aumento de focos de mosquitos vectores.

Convidada a falar sobre a situação da saúde pública na Cidade da Praia, Ulardina Furtado afirmou que a sua equipa manteve um encontro com o presidente da câmara municipal, com quem foi abordada a questão.

“Recebemos a informação de que as coisas iam melhorar, pelo que estamos à espera para depois avaliar. No entanto, quando recebemos denúncias chamamos a câmara para, juntos, actuarmos no terreno”, explicou, sustentando que a situação do saneamento básico é “um factor primordial” para a saúde pública.

No caso do Mercado da Praia, adiantou que tem havido inspecções periódicas em que deixam recomendações e inspecções extraordinárias para poderem assim constatar situações que merecem atenção, “na hora”.

Relativamente ao paludismo, afirmou que o País, em 2021, mantém-se sem casos, cumprindo três anos sem casos locais, enquanto os importados diminuíram devido à situação da covid-19, que levou ao encerramento de voos de alguns países da costa africana.

Cabo Verde, desde 2018 até à data, não tem contabilizado casos autóctones de paludismo.

Quanto às doenças arboviroses, o arquipélago registou a epidemia de zika nos finais de 2015 e meados de 2016, com notificação de mais de 7.500 casos suspeitos.

A dengue ocorreu em 2009, com registos que apontaram para 21 mil 383 casos suspeitos, com evolução de 174 para febre hemorrágica e seis óbitos.

De Janeiro a Junho de 2010, o País voltou a registar 305 casos da dengue, sendo os concelhos da Praia e São Filipe os mais afectados pela doença.

A Semana com Inforpress

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