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Praia: Dezenas de pessoas manifestam-se contra eletrocussão de cães 30 Junho 2019

Pouco mais de uma centena de pessoas saiu este sábado, 29, às ruas na Cidade da Praia, para se manifestar contra a eletrocussão de cães na capital cabo-verdiana pela Câmara Municipal, bem como por todo o tipo de maus tratos a animais na Capital cabo-verdiana e no pais, em geral.

Praia: Dezenas de pessoas manifestam-se contra eletrocussão de cães

Conforme escreve a Lusa, a manifestação, convocada pelo Movimento Civil Comunidades Responsáveis (MCCR), foi realizada após relatos de que cães errantes são apanhados e abatidos por eletrocussão na lixeira municipal da Praia, um método criticado por associações de bem-estar animal locais e internacionais que defendem outras políticas de controlo da população canina.

A autarquia praiense revelou que em 2018 foram abatidos por eletrocussão, cerca de 1.600 cães, alegando que o objetivo é fazer com que deixe de ser necessário abater animais.

Na manhã deste sábado, os manifestantes percorreram as principais ruas do Palmarejo, quase todos vestidos de preto, em homenagem aos cães mortos, com fitas cor de laranja ao peito e no pulso e muitos com os seus patudos ao colo e outros segurando-os pela coleira.

Com muitas crianças a segurar e acompanhar os seus animais de estimação, uma das frases de ordem durante todo o percurso foi "Praia, junto, não violência, não abandono, rosto humano".

Nos cartazes empunhados bem alto destacavam-se frases contra a eletrocussão e envenenamento, chamadas de atenção de que as pedras magoam os cães e que a crueldade contra os animais leva a violência.

Outros dois cartazes diziam que "vergonha não é parecer louco por ajudar e defender os animais, mas sim por ver um sofrendo e não fazer nada", e que "quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem".

Em declarações à agência Lusa no final da marcha, em frente à Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Maria Zsuzsanna Fortes, voluntária do MCCR, fez um apelo a todos para se juntarem a esta causa e que não abandonem os animais, exigindo que autoridades do Estado ajudem a resolver o problema "com rosto humano".

Para Maria Zsuzsanna Fortes, o cão é um amigo incondicional do homem, "portanto temos de tratá-lo bem, providenciar-lhe os cuidados com a saúde, alimentação, água e a construção uma relação afetuosa. Até porque são práticas internacionalmente condenadas, proibidas", sublinhou.

A voluntária disse que até agora o movimento não teve nenhuma resposta da Câmara da Praia, mas espera que haja diálogo e que a autarquia reveja a sua posição.

O MCCR tem ainda uma petição na internet contra o abate de cães na capital de Cabo Verde, que já conta com mais de mil assinaturas, que vai ser entregue na próxima semana à Câmara Municipal da Praia, pedindo uma mudança de políticas, refere a Lusa.

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