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Praia: Grupo de praienses pede castração física e química para agressores sexuais em manifestação em frente ao tribunal 21 Janeiro 2022

Pouco mais de uma dezena de pessoas concentraram-se, esta qunita-feira, em frente ao Tribunal da Praia para pedir castração física e química para os agressores sexuais, numa manifestação promovida pelo jovem activista Marcelo Semedo.

Praia: Grupo de praienses pede castração física e química para agressores sexuais em manifestação em frente ao tribunal

Em declarações à imprensa, o activista disse, segundo a Inforpress, que defende a castração física e químicas dos agressores, porque todos estão cientes de casos de abuso sexual, sobretudo contra crianças, que está a aumentar cada vez mais em Cabo Verde e, em consequência disso, “não há justiça” e, caso a justiça actue, “não é de uma forma que consegue igualar, ou seja, que traz a estabilidade para a vítima”.

“Defendemos que a justiça deve ser de uma forma igual a danos causados (…), por isso, o pedido para uma lei de castração física e química é uma forma de repor danos que o agressor causa à vítima”, defendeu, considerando que apesar de muitas pessoas estarem a dizer que essa medida viola os direitos humanos, não se pode usar esta justificativa para defender agressores sexuais que “são os primeiros a violar os direitos humanos”.

Para Marcelo Semedo, essa medida será uma forma de proteger, prevenir e punir o agressor, sublinhando que, actualmente, é difícil perguntar a uma pessoa se conhece alguém da sua família ou do seu ciclo de convívio que foi violada, para responder não.

“Com esta manifestação, queremos mostrar que, além da castração física e química para agressores sexuais, queremos que se acabe com a morosidade da justiça com urgência e que sejam melhor investigados os crimes”, esclareceu, indicando que ainda não teve nenhum contacto com as autoridades na matéria, mas que está à procura de conseguir.

Segundo a mesma fonte, a medida de castração, na opinião do activista social, pode não ser permanente, mas, por exemplo, até 10 anos, em que se faz uma análise dos resultados e decidir se se estende, ou não, porque é preciso ser uma resposta aos casos que estão a aumentar.

No entender de Marcelo Semedo, tem se falado muito em criar condições para melhor amparar as vítimas, enquanto se esquece de que o problema está nos agressores e que “essa é a real situação do País e é a mensagem que as instituições de direito transmitem à sociedade civil sobre essa problemática”.

“Queremos uma ampla discussão pública deste assunto que nos envergonha a todos e nos afasta de um desenvolvimento social justo e respeitador dos Direitos Humanos e dos Direitos da Criança”, frisou.

Sobre a fraca adesão dos praienses é de opinião que “o povo tem medo de dar voz”, porque “tem medo de autoridades e políticos”, algo que considera como “um grande fracasso da democracia”, porque é preciso ter liberdade de expressão sem medo de ser penalizado, conclui a fonte referida citarada pela Inforpress.

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