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Praia: Guardas municipais ameaçam com mais greves até verem seus problemas resolvidos 25 Janeiro 2023

Os agentes da Guarda Municipal da Praia concluíram hoje os três dias de greve apelando para mais valorização da classe por parte da autarquia, mas ameaçam voltar às ruas até verem os seus problemas solucionados.

Praia: Guardas municipais ameaçam com mais greves até verem seus problemas resolvidos

A greve, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (STCS), foi decidida após uma reunião tripartida de conciliação, mediada e promovida pela Direcção-geral do Trabalho, realizada a 18 de Janeiro.

Os grevistas reivindicam a atribuição de 30 por cento (%) do produto das coimas aplicadas durante o ano 2021, promoções e progressões vencidas e não atribuídas, implementação do estatuto da Polícia Municipal e a sua regulamentação e fardamento.

À imprensa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (STCS), Benito de Paula Gomes, fez um “balanço positivo” da jornada de luta, apesar de durante estes três dias a Câmara Municipal da Praia não ter procurado estabelecer “nenhum contacto” com os seus funcionários, para além daquilo que classificou de “ataque à classe”.

“Nem vou comentar as expressões que o senhor presidente usou, porque é um direito constitucional que os trabalhadores”, disse, salientando que o comunicado emitido pela Câmara Municipal da Praia, referindo que a greve é “um ignóbil acto de chantagem”, foi uma estratégia política para “censurar a classe”.

O mesmo lembrou que os guardas municipais estão em greve porque a autarquia não cumpriu com os seus compromissos, e não para atacar a instituição.

“Mas sobre a questão da Polícia Municipal já registamos a intervenção de senhor ministro da Administração interna que garante mandar proposta de lei para o Conselho de Ministro no próximo mês e posteriormente o encaminharão ao parlamento e vamos aguardar. Registamos também as palavras do senhor presidente da câmara que promete que os fardamentos estarão prontos em Março”, mencionou.

Daí que, ajuntou Benito de Paula Gomes, irão aguardar as próximas reacções da autarquia até ao mês de Março, caso contrário irão reunir novamente e “convocar quantas greves necessárias” até a instituição resolver os problemas da classe.

Por seu lado, o presidente da Associação de Guarda Municipal da Praia, Adelcides de Pina, avançou que a classe termina a greve de hoje com “sentimento de tristeza” porque, comentou, a atitude da autarquia neste período “mostrou claramente que não está preocupada” com os guardas municipais, que exerce uma das funções “mais perigosas” na capital.

Nesta senda, Adelcides de Pina instou a autarquia praiense a valorizar mais a classe, prometendo que a luta vai continuar até fazerem cumprir os direitos dos agentes.

“São doze anos a aguardar por progressões e promoções e não vai ser com a Polícia Municipal que vamos progredir conforme a proposta da autarquia, porque no nosso regulamento aprovado em 2009 consta que progredimos de três em três e promovidos de quatro em quatro anos, isto quer dizer que temos quatro progressões em atraso e três promoção em atraso e isso é triste”, concluiu.

A Semana com Inforpress

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