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Praia: Líder regional do PAICV qualifica de irresponsáveis as declarações proferidas pelo coordenador concelhio do MpD e denuncia bloqueio pelo governo de mais de 500 mil contos destinados à Câmara 14 Agosto 2021

A continua a polémica no Município da Praia com acusações mútuas entre os dois partidos da área do poder. Exercendo o direito de reposta, o presidente da Comissão Politica Regional de Santiago Sul do PAICV (CPRSS) qualificou, esta sexta-feira, em conferência de imprensa, de irresponsáveis as declarações proferidas pelo coordenador concelhio do MpD-Praia, Alberto Melo (Beta), contra a Câmara Municipal da Praia. Carlos Tavares (Calicas) desmontou que as acusações de Melo são «mentiras» que visam manchar a imagem do governo da Capital, chefiado por Francisco Tavares. Pediu ao seu homólogo ventoinha para tentar, junto do governo do seu partido, desbloquear mais de 500 mil contos, de contratos programas assinados, que o Tesouro não quer transferir para a Câmara da Praia.

 Praia: Líder regional do PAICV qualifica de irresponsáveis as declarações proferidas pelo coordenador concelhio do MpD e denuncia bloqueio pelo governo de mais de 500 mil contos destinados à Câmara

«O PAICV lamenta e condena as declarações irresponsáveis e sem seriedade do MpD Praia, na pessoa do seu coordenador Alberto Melo- Beta», criticou Calicas, para quem a Praia, pelos desafios que tem pela frente, precisava de uma oposição útil do MpD.

«Mas o que temos assistido é uma oposição irresponsável, sem seriedade e cansativamente repetitiva e que vem usando inclusive mentiras na tentativa de manchar a imagem da Câmara Municipal da Praia (CMP), liderada por Francisco Carvalho», fundamentou.

O político passou em revista os principais questionamentos feitos pelo MpD, esclarecendo-os, ponto por ponto.

Falsa perseguição a trabalhadores

Detendo-se sobre este particular, Carlos Tavares diz ser uma mentira tal afirmação. «É mentira que CMP persegue trabalhadores. Temos uma Câmara de rosto humano, que tem procurado criar melhores condições de trabalho. Ao contrário daquilo que foi na gestão do MPD. Na gestão do MPD, profissionais de saneamento estavam numa situação péssima, com greves constantes. Como estavam também varias outras classes profissionais numa total precariedade laboral, sem cobertura INPS, sem meios de trabalho, caso dos bombeiros, e sem salário adequado, caso dos técnicos superiores».

Segundo o presidente da CPRSS do PAICV, a Câmara anterior da gestão do MpD era conhecida como perseguidora’ de rabidantes, sufocando a sua vida, taxistas e simples munícipes para os atormentar com taxas e cobranças e depois escondiam que nem audiência davam as pessoas. «Quem não se lembra de mãe e filhos colocados na rua em plena pandemia, tendo a gestão do MpD de então arrombado a habitação dessa família, sem terem dado alternativa?», questionou.

Bloqueio do governo e falsas criticas de suspensão de obras

Para Carlos Tavares, o MPD insiste numa narrativa falsa sobre o suposto atraso na execução ou retoma das obras no Município. « É mentira o que o MPD diz, pois obras já arrancaram na Praia .e outras vão sendo iniciadas».
O jovem político denunciou bloqueio financeiro do governo contra a Câmara da Praia, pendido que a oposição (MpD) devia estar a intervir para que mais 500 mil contos de contratos programas e estragos causados pelas chuvas sejam transferidos, o mais rapidamente para o Município.

«A oposição do MPD, em vez de pedir mais para Praia, para se iniciar mais obras, apoia o bloqueio por parte do Governo na não transferência das verbas de contractos programas estabelecidos com a CMP. Valor este de 274.000 contos que não foi transferido após Francisco e PAICV terem ganho a CMP. Como também o Governo não transferiu os 258.000 contos que tinha prometido derivado dos estragos causados pelas chuvas de Setembro 2020».

Para o líder regional do PAICV, o Governo age como se o dinheiro fosse do MpD, discriminando claramente a Câmara da Praia e prejudicando munícipes, ma o MPD-Praia bate palmas. «Mas mesmo com esse jogo sujo do sistema MpD/ Governo, a Câmara buscará soluções para dar continuidade às obras, cujo financiamento foram cancelados pelo Governo, pois defendemos o bem-estar da população em primeiro lugar», garantiu.

Saneamento e Mercado de Coco como maior lixo da Capital

Mas as desmontagens às declarações proferidas pelo líder concelho do MpD não ficam por aí. Carlos Tavares esclareceu que em matéria de saneamento se assiste também uma irresponsabilidade por parte do MpD, ao tentar passar uma realidade que não existe. «É tanto o frenesim do MpD nesta matéria, que chegou ao ponto de o próprio coordenador do MpD na Praia, Beta, postar uma foto antiga de antes do Francisco entrar na CMP. Tudo para tentar manchar a imagem da Câmara, num ato irresponsável, de falta de seriedade e de ética de um dirigente partidário e titular de cargo politico. É mentindo e usando esses truques e manobras que o putativo candidato Beta pretende ser presidente da CMP? Qual a credibilidade? É esse perfil de candidato que MpD pretende apresentar em 2024? Fica muito feio essas atitudes e não dignifica a política».

Aquele dirigente tambarina criticou que o maior lixo existente na Capital é o Mercado de Coco, onde se gastou mais de um milhão de contos sem que o mesmo tenha sido concluído pela gestão do MpD, através dos ex-edis Ulisses Correia e Silva (actual Primeiro-ministro) e Óscar Santos. « O maior lixo existente hoje na Praia é o Mercado do Coco que não terminou, numa construção de mais de 10 anos em que se gastou mais de 1.300.000 contos, verba que daria para construir 300 habitações sociais e reabilitar 1000 casas, e que teve também a frente o atual coordenador do MPD na praia».

Na sua reação ao MoD, Carlos Tavares tranquilizou os munícipes, anunciando que as medidas estão sendo tomadas, com resultados visíveis e novos investimentos já anunciados. “E isso não agrada o MpD, que não apoia as boas medidas, antes pelo contrário prefere o bota-abaixo», replicou.

Suposto retrocesso da Câmara e sodade do poder

Detendo-se sobre este particular, o presidente da CPRSS do PAICV rebateu que se trata de mais um discurso desnorteado do MpD.. «A CMP sob gestão do Francisco caminha para o futuro. Em apenas 8 meses, temos hoje uma câmara mais amiga dos munícipes, procurando criar melhores condições de trabalho. Temos famílias com menos encargos, através da redução de várias taxas para rabidantes, vendedeiras, taxistas, hiacistas, redução da renda a moradores de casa para todos e perdão divida do IUP. Temos uma Câmara Municipal a arrancar com novas obras, estruturar medidas de fundo para o saneamento, a começar a entregar a habitação social para acabar com a indignidade habitacional, coisa que MPD não fez em 12 anos». Isto sem contar com programas formativos para jovens, programas de apoios sociais, inclusive para pré-escolar, jovens universitários, e apoios e programas para agentes culturais, gabinetes sociais descentralizados, gabinete do migrante e de atendimento ao munícipe e muito mais que está para vir. «Tudo isso feito em 8 meses, apesar da bagunça e pesada divida deixada na Câmara Municipal da Praia e sem que a administração de Óscar Santos tenha passado as pastas, abandonando a Câmara sem prestar contas nenhum», lembrou.

O político fez que questão de realçar que hoje há uma gestão transparente do Município. «Acima de tudo, com Francisco Carvalho, temos hoje uma Câmara de gestão transparente. O que não acontecia na CM gerida pelo MpD, com negócios obscuros, criação de empresas dentro da própria Câmara (de venda terreno, cobrança, recolhas de lixo) para fazer trabalho que a própria CMP podia fazer, obras sem concurso, negócios boca-a-boca (sem documento) e venda danosa de terrenos. «Era uma CM que estava voltada de costas para as pessoas. E tudo isso aconteceu no reinado em que o atual coordenador do MpD- Praia fazia parte da equipa da Câmara ou da Assembleia Municipal, onde essas medidas e projetos foram validados».

Diante de tais resultados, Calicas advertiu que se está «perante um. MpD irresponsável, demagogo, sem seriedade» e que está com saudades do tempo em que governava a Praia para o benefício de um pequeno grupo conhecido. « O MpD ainda não caiu em si de que os praienses condenaram essa forma de gerir a coisa pública na Câmara. «A perda da Câmara da Praia foi uma grande perda politica e financeira para o MpD. Daí o nervosismo, o desespero e o não ter aceitado ainda os resultados das urnas. Mas a CMP sob liderança política do PAICV está focado em trabalhar para os praienses e não é o desespero e as manobras do MpD que nos vai desviar do essencial», desafiou.

Caso do Presidente da República: Devia influenciar soluções para problemas da Praia

Carlos Tavares também reagiu às criticas do líder concelhio do MpD contra as declarações proferidas pelo do Edil da Praia sobre o encontro que o Presidente da Republica promoveu com os trabalhadores de Saneamento de Santiago.

«Concordamos com o presidente da CMP quando refere que o sr. Presidente da Republica poderia fazer encontros e diálogos e influenciações mais úteis. a.exemplo de busca de linhas de financiamento para ajudar nas soluções. Não deixamos de pontuar o que parece ser uma certa incoerência do sr. Presidente que, durante quase 10 anos, não chamou as Camaras outrora governadas por MpD para falar da situação péssima do pessoal de saneamento que existia, com várias acusações greves de gestão danosa de terrenos, de obras sobrefaturadas com anos em construção e sem resultados, como foi o caso do Mercado do Coco na Praia, da transparência pública, precariedade laboral, entre outros aspectos».

O líder regional do PAICV pela região metropolitana da Capital Podia conclui que Jorge Carlos Fonseca podia ser útil também, chamando os principais agentes perante aquilo que é a gestão danosa da CVA/TACV e abrir um diálogo sobre as cláusulas de confidencialidade em negócios públicos feitos pelo governo de Ulisses Correia e Silva, alvos de fortes críticas por parte dos partidos da oposição e a sociedade civil em geral.

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