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Praia Maria de todos fantástica: Teste para observador, nem precisa ser bom 12 Julho 2018

Este sim é um daqueles casos em que uma imagem vale mais que mil palavras. Muitas mil, em quadruplicado assim resumidas: Um militar armado, dois guardas desarmados nem tugem nem mugem. E a voz cidadã que é dela?

Praia Maria de todos fantástica: Teste para observador, nem precisa ser bom

A prudência manda não provocar em vão a desestabilização da sociedade. Será a prudência a recomendar todavia que não se ignore o que vai menos bem — sobretudo quando as vozes se quedam por murmúrios, estrategicamente inaudíveis às entidades públicas.

As quatro fotos estão desde quarta-feira, 10, na página Facebook do Provedor da Praia.

Comecemos pelo fim, o "happy end" do carro libertado (foto 4). Final feliz com o bloqueador em primeiro plano, libertado da sua função. Ao fundo, no outro lado da rua, protegidos pela parede do edifício vizinho à principal estação de Correios da capital, dois guardas municipais.

Guarda desarmado — Um ideal se teve formação adequada para abordar situações

Mas não. Estes não abordaram o infrator da ordem pública. Deixaram de cumprir o seu dever, o que os cidadãos esperam de agentes da ordem pública, incluindo (salvo argumento legal desconhecido dos cidadãos) a Guarda Municipal.

Mas não. Estes na fotografia surgem impassíveis. Podemos especular: será porque as atribuições destes são hierarquicamente menores que a de outros agentes da ordem pública?

Desarmados, não porque não disponham de armas. Desarmados, sim, da formação adequada que lhes desse competências. Para saber que deve e como deve abordar o prevaricador, seja ele quem for. Ou, caso tema pela sua segurança (os internautas com bom olho referem que o militar traz uma arma, sugerida pela saliência na foto 3), saber que deve fazer registo da ocorrência.

Perguntas: Vai preso? onde? Cadeia Militar? "Quem se atreve?"

"Vai para a cadeia militar o militar", acredita uma internauta. Mas há quem duvida. Tanto que convida a própria a fazer o serviço público de prender o transgressor. Para bom entendedor, o significado da réplica do internauta é: "Quem se atreve?".

A autora da primeira questão volta a insistir com um raciocínio sensato: "Cometeu um crime vai ter que ser punido ou não?"

Quem responde? Há quem de direito? Perguntemos pois a quem de direito.

Legenda da libertação das leis municipais. Fotos de 1 a 4. 1ª Em primeiro plano, um militar (identificado pela farda) está ocupado numa tarefa exigente junto dum carro enquanto tem por perto um cidadão ( dito vulnerável, se não nos enganamos na identificação). Mas o maior destaque é dado aos dois guardas municipais (também identificáveis pelo uniforme) que se encostam à parede do edifício contíguo à principal estação de Correios da capital, na R. Cesário de Lacerda. Na foto nº2, o plano afastado permite duas coisas: confirmar que, mesmo junto ao passeio da Delegacia de Saúde, o militar está a retirar o desbloqueador (em primeiro plano na foto 4) e que o carro não tem matrícula militar (caso houvesse alguma prerrogativa militar que se sobrepusesse à lei municipal). Lembremos que o bloqueador é um equipamento instalado pela autoridade municipal que gere o espaço destinado aos carros, a EMEP. Então, porque é que os guardas municipais não atuam? A última foto confirma a total inação dos guardas municipais: o bloqueador em primeiro plano e o espaço livre em frente — que mostra os mesmos dois agentes municipais na mesma posição — apregoam o triunfante êxito do militar prevaricador, que libertou o seu carro, na contramão das leis que ele deveria observar. Ou não? Aguardemos, pois, com calma a resposta que virá de quem de direito.

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