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Praia: Mercearia em Terra Branca assaltada na manhã deste domingo 14 Novembro 2022

Uma mercearia na zona de Terra Branca foi assaltada na manhã deste domingo, por um indivíduo de sexo masculino, fazendo sete reféns, sendo quatro funcionárias e dois clientes, e alguns deles foram atingidos com objectos cortantes pelo assaltante.

Praia: Mercearia em Terra Branca assaltada na manhã deste domingo

O proprietário da mercearia assaltada, Miguel Pereira, disse em declaração à imprensa que soube do assalto porque recebeu um telefonema de uma das funcionárias da loja que conseguiu ligar no momento, tendo-se deslocado ao local de imediato e deparou com o grito dos reféns e logo de seguida a Polícia Nacional chegou e interveio na hora.

Segundo disse, esta é a segunda vez que tentaram assaltar sua loja, mas só desta é que conseguiram entrar.

Já tentaram da outra vez e só hoje um deles conseguiu entrar e não conseguiu levar nada, mas fez danos avultados em relação aos produtos que estão na loja, porque ele lutou com os reféns e caíram em cima de vários produtos que ficaram estragados ao ser esmagados com o corpo”, afirmou.

Miguel Pereira aproveitou para apelar à justiça cabo-verdiana para ter “mão dura” com esses meliantes.

Estou totalmente revoltado porque eu levanto todos os dias para procurar uma vida melhor e vem um assaltante para tomar o que conquistei. Acredito que se eles também procurarem um emprego conseguem ter uma vida digna, mas preferem tomar as coisas dos outros”, argumentou.

Apelo à justiça e espero que paguem por aquilo que estão a fazer com as pessoas, sobretudo na Cidade da Praia”, frisou.

E em relação às pessoas que estavam dentro da loja, Miguel Pereira disse que alguns deles tiveram ferimentos ligeiros, inclusive alguns já foram para o hospital para fazerem o tratamento dos cortes.

Uma testemunha que esteve no local durante o assalto, Alexandre Moreira, disse que soube do ocorrido porque a sua filha foi para a loja e demorou para chegar em casa e a sua enteada ligou para ela e de repente ouviu ela dizendo que ia morrer dentro da loja. Logo de seguida, ajuntou, dirigiu-se para a loja para inteirar-se do acontecimento.

Eu e a minha enteada dirigimos para a loja e deparei com a minha filha no chão gritando a dizer: “me salva pai, me salva”, mas não podia fazer nada no momento porque a porta da mercearia tinha protecção com grades e estava trancada”, afirmou.

Por outro lado, criticou a actuação da Polícia Nacional porque, segundo alegou, demoram para tirar o assaltante de dentro da loja, o que deixa “muito a desejar” porque, no seu entender, fizeram muita “mordomia”.

Alexandre Moreira terminou voltando a apelar à justiça cabo-verdiana para que trabalhe no sector da justiça do país, sobretudo da parte de segurança, porque a insegurança provocada pelos assaltos está a causar muitos danos à população cabo-verdiana principalmente da Cidade da Praia.

A Inforpress tentou ouvir outras testemunhas sobretudo os reféns, mas não reagiram por causa do susto e trauma que estavam a enfrentar no momento. A Agência Cabo-verdiana de notícias tentou também ouvir a Polícia Nacional, mas igualmente sem sucesso.

O assaltante foi capturado logo no momento pela Polícia Nacional.

A Semana com Inforpress

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