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Praia: “Objectivação no Feminino” de Nuno Prazeres e Carlos Lopes patente no espaço Soluz 30 Mar�o 2019

Os artistas plásticos Nuno Prazeres e Carlos Lopes têm patente, até 28 de Abril, uma exposição de Pintura com Instalação & Performance “Objectivação no Feminino” no espaço de Co-working Soluz, na Cidade da Praia.

Praia: “Objectivação no Feminino” de Nuno Prazeres e Carlos Lopes patente no espaço Soluz

A exposição, segundo uma nota assinada por Gerson Brito Semedo e enviada à Inforpress, acontece no âmbito da comemoração do mês da mulher, celebrado nos dias 08 (Dia Internacional da Mulher) e 27 de Março (Dia da Mulher Cabo-verdiana).

“Esta exposição é um “lindo diálogo” entre dois artistas africanos contemporâneos numa “brilhante tentativa de engajar a sua audiência numa discussão com a sociedade na qual vivemos, trazendo para a vanguarda esta confrontação com o quadro ideológico patriarcal, quer herdado quer construído, o que aprisiona e disciplina, com o único propósito de manter ordem e poder”, lê-se na nota.

Ainda segundo a mesma fonte, os dois artistas impulsionam as pessoas a analisar a problemática do aprisionamento e a imposição de tal perspectiva patriarcal através da linguagem artística dos seus trabalhos.

O artista são-tomense Nuno Prazeres, informou, revela nos seus quadros o conceito do “olho que tudo vê” (sendo projectado por uma figura masculina), a representação da sistémica pressão sobre a mulher para que esta se adapte, se conforme e se “normalize” com os padrões e normas estabelecidos e atribuídos por uma sociedade patriarcal.

O “Olho Que Tudo Vê”, de Nuno Prazeres, serve como uma lembrança constante das prisões ideológicas que o feminino é obrigado a incorporar e interiorizar, acrescentou.

Como uma justaposição de ideias, o artista cabo-verdiano Carlos Lopes usa no seu trabalho a linguagem do “corpo feminino”, uma representação dos confinamentos sociais já impostos sobre o sujeito feminino mesmo antes deste ser capaz de entrar em diálogo com tais ideais.

Para o artista, disse, “o feminino africano está imediatamente confinado (ou aprisionado) pela pré- construção social do corpo feminino, o seu papel e expectativas atribuídas a ela e para ela”, refere a Inforpress.

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