SOCIAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Praia: Tribunal da Praia faz reconstituição do crime da morte do policial Hamylton Morais 02 Dezembro 2020

O Tribunal da Praia procedeu, hoje, a reconstituição do crime do caso da morte do efectivo da Polícia Nacional Hamylton Morais (foto principal), baleado em Outubro de 2019, tendo deslocado o colectivo de juízes e advogados ao local do crime (ver oto roda pé desta pea).

Praia: Tribunal da Praia faz reconstituição do crime da morte do policial Hamylton Morais

Segundo descrve a Inforpress, sib fortes medidas de segurança, o presidente do colectivo de magistrados deste julgamento, Antero Tavares, fez-se acompanhar da equipa de juízes integrante do processo, da advogada de defesa, Maria Antónia Cardoso, e de acusação, Keita Monteiro, e do principal suspeito do crime, que é também agente policial, 38 anos, acusado da prática, em autoria material, de um crime de homicídio simples e mais outro de disparo.

Para o efeito, a estrada principal do bairro de Tira-Chapéu, onde ocorreu o crime na madrugada de 29 de Outubro do ano passado, foi fechada ao trânsito e a circulação de transeuntes.

Conforme a mesma fonte, as forças de segurança pública, integradas por Polícia Nacional (PN), agentes de segurança prisional, Polícia Judiciária (PJ) e especialistas da Brigada Anti-Crime (BAC), devidamente equipadas com espingardas e revólver, sustentadas por viaturas diversas, garantiram a segurança para a reconstituição deste crime.

Também presente nesta acareação, esteve um outro indivíduo, que na altura do crime foi apontado pela investigação em como integrava um grupo armado e em situação “muito suspeita” na zona de Tira Chapéu, na Cidade da Praia, do qual originou esta operação policial.

Num procedimento que demorou duas horas, a área circundante do crime, envolvendo duas ruas limítrofes foi inspeccionada detalhadamente, com as partes envolvidas a inteirar-se dos procedimentos mediante as informações prestadas pelos acusados.

Presente no local onde acompanhou toda a cerimónia, esteve o irmão gémeo da vítima, Hailton Morais, agente de segurança prisional, que considerou tratar-se de uma fase muito importante para clarificar o que terá acontecido nesse dia fatídico, ressalvando que como irmão e assistente do processo, poderá trazer algumas verdades.

“Aguardamos pelas 14:00 para inteirarmos do que vai ser falado no tribunal, para que possamos estar mais atentos na condução deste processo”, frisou Hailton, que se considera “parcialmente aliviado”, por entender ser “muito importante esta reconstituição do crime no local, para que alguma verdade acerca do acontecimento venha à tona”.

Revelou que o advogado de defesa, Keita Monteiro, tem vindo “a transmitir aos familiares a positividade e que o andamento do processo vai ao encontro da sua expectativa”, pelo que disse acreditar que a “justiça será feita, isto é, que o culpado seja condenado e que lhe seja aplicada a pena consoante a natureza do crime.

Da parte dos familiares do acusado não foi possível obter quasisqur informações.

Segundo lembra a Infirpess, este crime deu-se numa terça-feira por volta das 00:15, na altura o serviço de piquete da Polícia Nacional foi chamado, através do Centro de Comando, para intervir junto de dois indivíduos que se encontravam armados e em situação “muito suspeita” na zona de Tira Chapéu, na Cidade da Praia.

No local, ao se aperceberem da presença policial, os suspeitos puseram-se em fuga, sendo imediatamente perseguidos, resultando dali disparo de arma de fogo, que terá atingido o agente de primeira classe, Hamylton Morais, que foi socorrido pelos colegas e transportado para o Hospital Agostinho Neto, onde viria a falecer, momentos depois, referiu na ocasião a PN em comunicado.

Na ocasião, a PN chegou a capturar um indivíduo suspeito, mas este veio a ser liberado pela Polícia Judiciária, por não haver provas que este seria o autor do crime.

O agente, segundo a PN, referenciado como um profissional “exemplar, dedicado e muito querido” pelos seus colegas e amigos, Hamylton Morais estava na corporação há 16 anos, tendo desempenhado as suas funções de policial na ilha Brava e na Cidade da Praia, conclui a fonte referida. Foto Roda pé desta peça: Imagem da reposião do crime hoje em Tira Chapéu

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project