ECONOMIA

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Congresso audita Amazon, Apple, Facebook e Google —Mais fortes pós-Covid-19, suspeitas de práticas monopolísticas 30 Julho 2020

A audição inédita de Jeff Bezos, Tim Cook, Mark Zuckerberg e Sundar Pichai, primeiro agendada para a antevéspera, acabou por acontecer ontem (4ª fª, 29) perante o Congresso dos Estados Unidos que investiga as gigantes tecnológicas por alegada violação das leis da concorrência.

Congresso audita Amazon, Apple,  Facebook  e Google  —Mais fortes pós-Covid-19, suspeitas de práticas monopolísticas

O acontecimento está a ser saudado como um marco histórico pela imprensa global: os quatro poderosos perderam a intocabilidade ao serem interrogados sobre as suas práticas comerciais por quinze representantes parlamentares.

Foi durante as intervenções na comparência telemática — iniciada às catorze horas (mais três em Cabo Verde) —, em que Mark Zuckerberg (Facebook), Sundar Pichai (Google-Alphabet), Tim Cook (Apple) e Jeff Bezos (Amazon) responderam às perguntas dos congressistas estado-unidenses.

Os quinze membros do "sub-comité da concorrência" da Comissão dos Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes enfrentaram os quatro magnatas numa audição também inédita pelo meio utilizado: a videoconferência — imposta pela pandemia de Covid-19 em curso.


Amazon investigada por abuso de dados de clientes

O fundador da Amazon, Bezos, o número-um na lista de bilionários da Forbes e a quem a pandemia fez multiplicar o volume de negócios, fez a sua estreia como auditado. Diferente dos demais três, é a primeira vez que Bezos foi convocado a comparecer perante o Congresso.

Apple, Amazon visadas na Europa

A Comissão Europeia está a investigar a Apple e a Amazon por alegada violação das leis da concorrência.

A Spotify queixa-se das condições que a Apple lhe impõe para poder beneficiar do serviço Apple Music, já que ambas competem diretamente nesse segmento do mercado.

Bruxelas investiga também a Amazon que terá utilizado dados dos seus vendedores e clientes, a fim de lançar os seus próprios produtos.

Campanhas de desinformação

A Facebook está, em ano eleitoral, a ser visada por alegadas campanhas de desinformação.

A investigação visa também o negócio da publicidade, que as duas gigantes tecnológicas Google-Alphabet e a Facebook dominam como competidoras.

Ameaça chinesa
A ameaça chinesa é apontada nos domínios da inteligência artificial, da 5 G ou das criptomoedas. "Os chineses são os nossos concorrente mais fortes. Pequim anunciou uma parceria público-privada para lançar a sua própria moeda numérica", alertou o CEO Zuckerberg em defesa do seu projeto Libra, escrutinado pelo Congresso.

"Muitos países no mundo querem ser a nova Silicon Valley", esta é uma frase muitas vezes esgrimida pelos quatro gigantes quando são visadas por investigação anti-trust.

O argumento irá mostrar-se resiliente? Vamos seguir os próximos desenvolvimentos.
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Fontes: La Vanguardia/ AP/Le Monde/Washington Post. Foto (AP): presidentes da Amazon, Jeff Bezos, da Apple, Tim Cook, da Alphabet (Google), Sundar Pichai, e Facebook, Mark Zuckerberg.

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