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São Vicente/UTAGA na Ribeira de Calhau: Preço baixo do queijo, concorrência desleal e pandemia como principais constrangimentos 16 Mar�o 2021

A Unidade de Transformação Agro-Alimentar de Ribeira de Calhau ( UTAGA), em são Vicente, denuncia aquilo que considera ser a concorrência desleal à empresa, em tempos da pandemia de Covid-19 que tem devastado alguns negócios. A responsável da unidade, Rosilene Delgado, chama atenção das autoridades para os preços do queijos vindos de Santo Antão e de pessoas que têm usado o nome da empresa para fazer negócios.

São Vicente/UTAGA na Ribeira de Calhau: Preço baixo do queijo, concorrência desleal e pandemia como  principais constrangimentos

Rosilene Delgado, que falava ao Asemanaonline, diz que o preço de queijos, vindos da ilha vizinha, se situa entre cinquenta e oitenta escudos, o que tem dificultado a venda deste produto fresco da UTAGA. “O nosso maior problema são os queijos que vêm de Santo Antão e são vendidos a baixo preço, ou seja, entre 50 e 80 escudos. As pessoas não querem a qualidade, querem o queijo que tem o preço mais baixo”, salienta Rosilene que se mostra muito descontente com esta prática.

Para complicar a situação, a responsável acrescenta, sem avançar nomes que, alguém tem vindo a colocar queijo no mercado em nome da UTAGA. “Em calhau somos nós a casa de queijo UTAGA oficial, mas ultimamente soubemos que alguém que não faz parte da unidade vendia queijo com o nosso nome sem o nosso conhecimento”, alerta. Completa ainda que, não se pode vender o queijo a baixo preço, “quando precisamos comprar o leite”, que é a principal matéria-prima.

E como toda a atividade implica custos, a entrevistada explica ainda que, antes da pandemia compravam entre 90 a 100 litros de leite por dia, que dava para fazer mais ou menos 69 queijos, agora conseguem comprar 31 litros que resulta em 20 a 24 queijos, e 1 litro de leite custa 80$00.

“É necessário 1 litro e um quarto de leite para fazer 1 queijo que custa 140 a 150 escudos, temos que os embalar, colocar rótulo, há um custo de transporte para a cidade, sal, eletricidade”, argumenta a responsável, acrescentando que, não se pode diminuir o preço porque estariam a criar mais despesas. Antes da pandemia, a UTAGA recebia leite de 10 fornecedores, e agora que “a situação está de mal a pior”, recebem leite de somente 2 fornecedores, visto que a venda está “muito fraca”, e não têm nenhum apoio.

Com o abrir e fechar das portas durante o ano de 2020 por causa da pandemia e da pouca venda, conseguiram em finais de novembro manter-se no mercado até ao momento, mas, conforme a dirigente, tem sido muito difícil, e que “houve meses que nem lucro tivemos”, por conta de tantos problemas.

Com a sua instalação a funcionar desde 2013 em Ribeira de Calhau, a UTAGA está a ser dirigida por 4 mães de famílias responsáveis pela produção do queijo e de doce de papaia. Quando não se falava de pandemia e outros constrangimentos, a unidade produzia também picles, chás, temperos secos (desidratados) e pastas diversas, nomeadamente de beringela, coentro, cenoura, pimentão, alho. Contudo, devido á saturação do mercado, foram obrigadas a selecionar os produtos com mais procura.
AC/Redação

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