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Preço de exportação do milho sofre queda pela quinta semana consecutiva 23 Agosto 2019

O Secretariado nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN) acaba de divulgar o Relatório que analisa o “Comportamento Semanal do Mercado Internacional” dos Cereais, Açúcar e Frete marítimo, apontando que os preços mundiais de exportação de milho apresentaram uma tendência de baixa pela quinta semana consecutiva.

Preço de exportação do milho sofre queda pela quinta semana consecutiva

Milho

De acordo com o documento, os preços mundiais de exportação do milho apresentaram uma tendência de baixa pela quinta semana consecutiva. Nos Estados Unidos da América (EUA), os preços refletiram o fraco ritmo da exportação, com as vendas semanais a registar uma queda de cerca de 51%, face ao ano anterior. “Também, as perspetivas de baixa para os rendimentos condicionaram os preços”.

Na Argentina, o clima de incerteza que antecede a eleição presidencial em Outubro, acrescido da especulação sobre as alterações na taxa de exportação conduziram a um aumento invulgar de registo de vendas ao longo da semana.

Já no Brasil, a debulha do milho da safra 2018/19 se encontra na sua fase de conclusão. “A grande disponibilidade e o enfraquecimento da moeda local (Real) impulsionaram a baixa dos preços”, anuncia a fonte.

Trigo

Ainda segundo o Relatório do SNSAN, em relação à semana anterior, os preços mundiais de exportação do trigo registaram uma tendência mista, sustentada pelo aumento da oferta global e redução dos interesses de compra.

Nos EUA, foram relatados que houve um bom ritmo do progresso da colheita do trigo de inverno (cerca de 93% concluído) e uma avaliação positiva das condições para o trigo de primavera. Também foram notadas condições excessivamente secas em algumas áreas para o cultivo do trigo de inverno para a safra 2020/21.

Na União Europeia (EU), os atrasos na colheita na Alemanha continuaram a ser ditados pela chuva, com relatos de que o dano na qualidade é limitado. Enquanto que na Argentina, a cotação fechou a semana em USD 236 FOB a tonelada, cerca de 1,3% abaixo da semana anterior.

Arroz

Conforme a fonte que vimos citando, os preços mundiais de exportação do arroz, apresentaram uma tendência relativamente estável, face à semana anterior. Sabe-se que na Tailândia, a baixa disponibilidade da água continua a pressionar os preços, com os operadores económicos a antecipar uma restrição da oferta do arroz para o final do ano agrícola.

No Vietname e nos Estados Unidos, os preços mundiais de exportação do Arroz Viet 5% Broken e do Arroz US Nº 2, 4% mantiveram a mesma cotação da semana passada, USD 368 FOB/TON e USD 508 FOB/TON, respetivamente.

Açúcar

Face à semana anterior, os preços mundiais de exportação do açúcar registaram uma tendência de baixa, justificada pela disponibilidade deste produto, redução da procura global e pela forte concorrência do etanol nos principais mercados.

Na Índia, o Ministério da Agricultura reportou a estimativa de produção de cana-de-açúcar para 2018/19 em cerca de 400,16 MT, um recorde anual de produção, nível superior quer em relação à safra anterior, quer à média de produção. Ainda neste país, o interesse acrescido pela adoção da produção de etanol em larga escala, surge como possível solução para o setor de açúcar, que é a fonte de rendimento para 35 milhões de pequenos produtores no mercado asiático.

Na União Europeia, foi relatada uma previsão de baixa para as exportações de açúcar para 2019/20, devido à redução da procura global, quer para o consumo humano, quer para o uso industrial, e aumento da produção de bioetanol..
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Frete marítimo

O relatório referido revela que as taxas de frete para o transporte de graneis sólidos mantiveram a tendência de alta da semana passada. De destacar que, para os carregamentos nos navios Capesize, os ganhos foram sustentados pelo forte ritmo de negócios na Bacia do Pacífico, após feriados e fechamento dos portos na decorrência da passagem do tufão na China.

As taxas de frete para os navios Panamax aumentaram, em grande parte, devido aos ganhos alcançados nas rotas transpacíficas. “Os ganhos para os carregamentos nos navios Supramax e Handy-size ocorreram em todas as suas principais rotas, sendo mais notável na Europa para os navios Handysize”, aponta o Relatório. CL

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