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Preços de exportação do milho, trigo e açúcar mantiveram a tendência de alta 28 Setembro 2020

Segundo o relatório, recentemente divulgado pelo Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços mudiais de exportação do milho, do trigo e do açúcar mantiveram a tendência de alta da semana anterior, enquanto que os do arroz mantiveram em baixa em relação ao mesmo período.

Preços de exportação do milho, trigo e açúcar mantiveram a tendência de alta

Milho com tendência em alta

De acordo com o SNSAN, os preços mundiais de exportação de milho mantiveram a tendência de alta da semana anterior. Nos Estados Unidos, o ganho dos preços foi associado ao aumento dos preços da soja, às compras renovadas e ao pacote de ajuda Covid-19 para os agricultores. Foi relatado que o total acumulado das exportações da safra 20/21 (Setembro/Agosto) totalizou cerca de 20,5 Milhões de Toneladas, um aumento de mais de duas vezes no comparativo anual.

Na Argentina, as perspetivas incertas de produção levou os agricultores a reduzir o volume das vendas. Foi reportado que cerca de 10% da safra 20/21 já se encontrava semeada, principalmente nas regiões orientais, contudo, a seca persistiu no norte.

Ainda, segundo a mesma fonte, no Brasil, o plantio da safra 20/21 (primeira safra) no Paraná avançou um terço, auxiliado por aguaceiros leves, enquanto que as condições de cultivo permaneceram desfavoráveis no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Embora tenha havido previsão de chuvas nas proximidades, as perspetivas de longo prazo indicaram um clima mais seco do que o normal para os estados do sul devido ao evento de La Niña.

Trigo com preços em alta

Segundo a mesma fonte, os preços mundiais de exportação de trigo apresentaram a mesma tendência (em alta) que o milho face à semana anterior. Nos Estados Unidos, o plantio de trigo de inverno para a safra 21/22 avançou bem, chegando a 20% de conclusão, entretanto, as preocupações com a seca persistiram, apesar das chuvas favoráveis em algumas áreas.

Na União Europeia, as cotações de exportação registaram uma subida sustentada pelas perspetivas incertas de produção devido às más condições climáticas para o plantio 21/22. Na Argentina, as ideias crescentes de que a safra teria um desempenho inferior às expectativas anteriores, ditaram os preços de exportação do trigo.

Alta nos preços de Açúcar

Os preços mundiais de exportação do açúcar registaram uma tendência de alta face à semana anterior. Nos mercados dos principais exportadores, movimentos ascendentes dos preços foram assinalados. O bom ritmo de exportação do açúcar, apoiado pelos movimentos cambiais e pela recuperação dos preços do petróleo, continuou a ser assinalado no Brasil.

Perspetivas de recuperação da procura foi relatado na Índia. Nos mercados futuros, os preços apresentaram uma tendência de alta, com os contratos do açúcar bruto e refinado/cristal para entrega em outubro, cerca de 6,7% e 5,9% acima da semana anterior, respetivamente.

Arroz em baixa

Já o estudo referido aponta que os preços mundiais de exportação de arroz mantiveram a tendência de baixa da semana passada. Na Tailândia, a escassa atividade de exportação antes da chegada de novas ofertas da safra continuou a pressionar as cotações de exportação do arroz.

No Vietname, o enfraquecimento de interesse de compra dos operadores económicos foi o principal motivo para o registo da tendência de baixa dos preços de exportação. Nos Estados Unidos, as cotações de exportação do Arroz US Nº 2,4% apresentaram uma diminuição de cerca de 2,6% em relação à semana passada, 588 FOB/Ton.

Frete marítimo em alta

As taxas de frete para o transporte de graneis sólidos apresentaram uma tendência de alta em relação à semana passada. Para o carregamento nos navios Handysize, as atividades intensificadas no Golfo dos Estados Unidos, onde o alinhamento de navios graneleiros atingiu o maior número em oito anos, justificaram o aumento das taxas de frete.

No mercado dos navios Supramax, as taxas foram sustentadas por uma procura mais firme por entregas de carvão e oferta de tonelagem limitada, contudo, um sentimento mais fraco prevaleceu no Atlântico.

Os ganhos para os navios Capesize foram apoiados pelo aumento de embarques de minério de ferro do Brasil e pela procura maior por viagens transatlânticas. Para o setor dos navios Panamax, os melhores níveis de embarques de grãos/minerais no norte do Atlântico e novos negócios no norte do Pacífico impulsionaram os ganhos.

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