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Preços mundiais do milho e do trigo apresentam uma tendência de alta em relação à semana anterior, mas os do arroz e açúcar mantiveram a tendência mista 16 Novembro 2020

De acordo com o Relatório recentemente divulgado pelo Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços mundiais do milho e do trigo apresentam uma tendência de alta em relação à semana anterior. Já os do arroz e açúcar mantiveram a tendência mista no mesmo período em análise.

Preços mundiais do milho e do trigo apresentam uma tendência de alta em relação à semana anterior, mas os do arroz e açúcar mantiveram a tendência mista

Milho com preços em alta

Segundo um estudo recentemente realizado pelo Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços mundiais de exportação de milho apresentaram uma tendência de alta em relação à semana anterior. Nos Estados Unidos, as cotações de exportação foram em grande parte sustentadas pelo aumento das vendas de exportação e pelos dados positivos de comercialização do etanol.

Segundo a fonte referida, adicionalmente a perspetiva de grande oferta e procura apoiaram os preços. Na Argentina, o plantio da safra 2020/21 já se encontrava cerca de 39% concluído. No entanto, devido à contínua seca nas regiões de cultivo do Norte, alguns analistas reduziram as suas perspetivas para a safra. No Brasil, com a precipitação ainda limitada nas áreas do Sul, a semeadura da temporada completa (primeira safra) progrediu lentamente. Devido à menor área plantada, a CONAB reduziu a previsão de produção de 2020/21 em 0,3 Milhões de Toneladas, para 104,9 Milhões de Toneladas, ainda assim um recorde

Exportação de Trigo em alta

O mesmo estudo revela que os preços mundiais de exportação de trigo registaram uma tendência de alta face à semana anterior, sustentada pelas condições climáticas desfavoráveis para a região do Mar Negro e partes da Europa. Nos Estados Unidos, foi relatado que apesar de bom registo de vendas semanais de exportação, houve alguma preocupação com a desaceleração dos embarques.

O sentimento no mercado foi impulsionado pelo potencial das vendas adicionais para a China, caso esse país reduza as compras da Austrália. Na União Europeia, a perspetiva de redução da oferta elevou os preços, com mais trigo sendo usado no mercado interno, em vez de exportado. As exportações de trigo atingiram um total acumulado de 8,1MT, uma queda anual na ordem de 25%. Na Argentina, a Buenos Aires Grain Exchange (BAGE) estimou que cerca de 9% da colheita se encontrava concluída, com rendimentos baixos ainda a ser relatados. No entanto, como as condições da safra foram estabilizadas pelas chuvas recentes, a BAGE manteve a sua previsão de produção em 16,8 Milhões de Toneladas.

Tendência mista nos preços de Arroz

O Relatorio de SNSAN refere ainda que, em relação ao arroz, os preços mundiais de sua exportação mantiveram a tendência mista da semana anterior. Na Tailândia, apesar da pressão das novas safras, os preços se firmaram devido aos movimentos cambiais e às disponibilidades limitadas no Vietname. Neste País, os atrasos nas colheitas, a maior procura local após os recentes tufões, as previsões de novas tempestades, bem como as perspetivas de compra por parte da Filipinas, impulsionaram as cotações. Nos Estados Unidos, a queda nas cotações de exportação do arroz foi ditada pela redução dos interesses de compra.

Açúcar com tendência mista

Ainda segundo o estudo referido, os preços mundiais de exportação do açúcar registaram uma tendência mista em relação à semana anterior. No Brasil, foi relatado que o país exportou cerca de 4,2 Milhões de Toneladas de açúcar em outubro, estabelecendo um novo recorde mensal. O volume de açúcar exportado em Outubro foi cerca de 119% superior ao período homólogo da safra passada, de acordo com dados do Ministério da Economia. Na Índia, os preços de exportação de açúcar foram ditados pela redução da procura e pelo aumento da disponibilidade.

Taxas de frete a graneis estáveis

Sabe-se ainda que as taxas de frete para o transporte de graneis sólidos mantiveram a tendência estável da semana anterior. As taxas para os navios Supramax e Handysize registaram uma queda devido aos fracos negócios, especialmente nas áreas do Mediterrâneo, Mar Negro e do Golfo dos Estados Unidos. No mercado do setor Capesize, os valores caíram com a pressão inicial decorrente da falta de novos negócios na América do Sul e da lenta atividade transatlântica. Para o carregamento nos navios Panamax, as taxas de frete assinalaram uma queda ditada pela redução da procura no Golfo dos Estados Unidos, apesar do registo de boas atividades no norte do Pacífico e na região do Mar Báltico.

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