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Oficialização da candidatura de JMN junto do TC: Germano Almeida destaca ser uma candidatura necessária para fazer face aos atuais desafios de Cabo Verde 12 Agosto 2021

A candidatura do ex-Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, à presidência da República, nas eleições de outubro deste ano, é necessária para fazer face aos atuais desafios do país, com destaque para a crise que se vive, neste momento, nos sectores da justiça e dos transportes marítimos e aéreos. O alerta parte do mandatário nacional, Germano Almeida, ao proceder, na manhã desta quinta-feira, a entrega do dossier de candidatura de JMN junto do Tribunal Constitucional (TC), na Praia.

Oficialização da candidatura de JMN junto do TC: Germano Almeida destaca ser uma candidatura necessária para fazer face  aos atuais desafios de Cabo Verde

A comitiva, chefiada pelo advogado, escritor e Prémio Camões, integrava mandatários para mulheres, jovens e ainda mandatários de alguns concelhos do país. O ato foi ainda acompanhado por um grupo alargado de batucada, cujos integrantes compareceram ao local trajados de camisolas e munidos de cartazes com imagens estampadas do candidato José Maria Neves.

Em declaração à imprensa, o mandatário nacional de JMN alertou que o país precisa enxergar a realidade e seguir caminhos mais concretos. Germano Almeida fez questão de realçar que, no momento em que todos os cabo-verdianos estão à procura de mudanças, o Presidente da República terá de utilizar a sua influência nos mais diversos domínios, principalmente nos setores da justiça e de transportes que, na sua opinião, precisam ser resolvidos prioritariamente.

“O poder de influenciação presidencial é grande e precisa ser usado em Cabo Verde nos mais diversos domínios, particularmente nos domínios da justiça e no domínio dos transportes que, neste momento, são duas situações de grande crise para o país e que nós precisamos de resolver rapidamente”, ressaltou.

Defendeu ainda que, “neste momento a situação da justiça está efetivamente mal em Cabo Verde e que é preciso que as pessoas responsáveis percebam isso e trabalhem para reformar a justiça no país. Num país como Cabo Verde não pode haver transportes não subsidiados pelo estado. Isto é impossível. Portanto, os governos terão que gerir as coisas de maneira que possamos ter transportes subsidiados pelo Estado”, insistiu.

Diante de tudo isto, Germando Almeida defende a tese, segundoa qual a candidatura do ex-Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, à presidência da República, nas eleições de outubro deste ano, é necessária para fazer face aos atuais desafios do país, com destaque para a crise que se vive, neste momento, nos sectores da justiça e dos transportes marítimos e aéreos, já definidas como sendo prioridades do candidato JMN.

Mais de quatro mil subscritores e simbolismo do ato

De acordo com Germano Almeida, a entrega da candidatura de José Maria Neves seis dias antes da data limite (18 de agosto) foi devido ao entusiasmo que essa candidatura gerou e também para mostrar que de fato as pessoas estão muito interessadas nessa candidatura e nessa campanha. Realçou que a candidatura de Neves conseguiu organizar o processo “em tempo recorde”, a ponto de conseguir entregar a documentação, “não com mil pessoas como é regulamentado, mas com um máximo de quatro mil assinaturas”.

Questionado que sendo uma candidatura da cidadania se não ficará prejudicada pelo facto de ter o apoio do PAICV, Almeida respondeu que não, por considerar que é possível a candidatura de Neves não aterrar aos partidos políticos, como possivelemente acontecerá também com os demais concorrentes à chefia do Estado de Cabo Verde.

Depois de receber, conferir e assinar os termos da entrega do dossier da candidatura de José Maria Neves a Presidente da República, o presidente do Tribunal Constitucional destacou que Neves foi o primeiro a oficializar a sua candidatura ao mais a cargo de mais alto magistrado de Nação Cabo-verdiana. Por isso, João Pinto Semedo considerou tratar-se de um fato carregado de simbolismo junto do TC, que é o único órgão da soberania que tem a nobre missão de responsabilidade de certificar e aprovar as candidaturas ao referido cargo.

Conforme o calendário eleitoral já aprovado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), as candidaturas às eleições presidenciais devem ser apresentadas junto do Tribunal Constitucional até 18 de agosto, 60 dias antes do escrutínio, que está previsto para 17 de outubro deste ano.

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