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Presidenciais de 2021: José Maria Neves destaca o apoio do PAICV como grande contributo para o «reforço da dinâmica da vitória em construção» e as prioridades para Cabo Verde 02 Junho 2021

Durante uma conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, 02, na Cidade da Praia, o candidato presidencial José Maria Neves (JMN) reagiu à declaração de apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) à sua candidatura a chefia do Estado de Cabo Verde nas eleições de outono deste ano. O candidato de «amor sempre por Cabo Verde» reconhece que se trata de um “importante contributo” no reforço da dinâmica da sua «vitória em construção». Preocupado com o futuro do país na sequência da crise provocada pela pandemia de Covid-19, JMN considera que o aumento “considerável da dívida externa e do deficit”, a falência de empresas, a redução do ritmo de crescimento económico e o aumento do desemprego e das desigualdades sociais são questões que devem merecer a “maior atenção” do próximo Presidente da República.

Presidenciais de 2021: José Maria Neves destaca o apoio do PAICV como grande contributo para o «reforço da dinâmica da vitória em construção» e as prioridades para Cabo Verde

Neves faz questão de realçar ser uma honra a sua candidatura a PR ter o apoio do PAICV, um partido com história e de que foi também seu presidente. “O PAICV é o partido da independência, um dos fundadores da democracia cabo-verdiana e cabouqueiro do processo de construção do Estado e de lançamento dos alicerces do desenvolvimento, pelo que o seu apoio é muito honroso para mim”, salienta.

Para José Maria Neves, a candidatura presidencial é, nos termos da Constituição, suprapartidária, devendo o Presidente ser “árbitro e moderador” do sistema político e garante da unidade nacional. “Os partidos políticos são muito importantes para a democracia representativa, desde logo, porque são pilares do Estado de Direito Democrático e têm, como escreveu Norberto Bobbio, um pé no Estado e o outro pé na sociedade civil, mas também porque desempenham, de entre outras, importantes funções políticas, pedagógicas e representativas”, argumenta, acrescentando que valoriza o papel dos partidos políticos e o seu contributo plural para a consolidação das liberdades e da democracia.

“Esta minha candidatura é de todos os quadrantes políticos e sociais do campo político cabo-verdiano. Serei um Presidente de todos os partidos políticos, de todas as ilhas e das comunidades da Diáspora, as quais, merecem a presença, o afeto e o cuidado permanente do Presidente da República. Pretendo fazer uma campanha elevada, que respeita, escrupulosamente, as regras sanitárias, de debate de ideias e de propostas sobre o exercício da Presidência da República”, mostra.

Confiança nos cabo-verdianos e prioridades para o país

O candidato a Presidente da República, que é apoiado pelo PAICV, afirma que tem uma confiança “inabalável” nos cabo-verdianos e, por isso, espera ganhar as eleições presidenciais de 17 de outubro. Argumenta ainda que esta candidatura está voltada para os desafios do presente e do futuro e “está sintonizada com os sentimentos e as aspirações” dos cabo-verdianos, nas ilhas e na Diáspora.

Perante a atual situação difícil que o País enfrenta, JMN considera que a pós pandemia constitui um “enorme repto” à sociedade cabo-verdiana. Aliás, o aumento “considerável da dívida externa e do deficit”, a falência de empresas, a redução do ritmo de crescimento económico e o aumento do desemprego e das desigualdades são questões que, para o candidato, devem merecer a “maior atenção” do Presidente da República.

O candidato anuncia que no topo da sua agenda vão estar sobretudo a vacinação da população e a reconstrução do país na pós-pandemia, o apoio a empresas em dificuldades, o estimuo à criação de empregos, a construção da habitação, o combate à pobreza, às desigualdades e à exclusão social, a reforma e modernização do Estado e da Administração Pública. Isto sem contar com as questões ambientais, as transições energética e digital, a qualidade do ensino e da formação profissional, a melhoria dos serviços da saúde e o empoderamento das famílias.

“Algumas pessoas estão com medo de se envolver na política, temem não conseguir ou ser prejudicadas no emprego ou na educação dos filhos. A excessiva partidarização da administração pública e de todo o espaço publico é um mal que deve ser extirpado, abrindo espaços a concursos públicos de ingresso e a não discriminação das pessoas por razões político-partidárias, aliás, nos termos dos comandos da Constituição da República”, anuncia.

Diplomacia ativa com diáspora e África no centro das atenções

“A diáspora pode ser um pilar fundamental para a modernização e a transformação de Cabo Verde para que possamos conseguir alcançar o desenvolvimento sustentável no horizonte 2030. Da parte de Cabo Verde teremos de fazer mais e o Presidente da República será o dirigente que estimula e resgata o orgulho de ser cabo-verdiano, agindo no sentido de ser cada vez uma maior ingerência da diáspora no processo global de desenvolvimento do país”, indica o candidato.

Com a África, JMN promete, caso for eleito, ser um Presidente presente na região e no continente, anunciando querer que a África conheça Cabo Verde, descubra o positivismo enquanto país africano que deseja o desenvolvimento e que quer a transformação do continente para que as africanas e os africanos vivam com “muito mais dignidade”.

O candidato a PR nas eleições de outubro deste ano propõe, por outro lado, uma política externa ativa, com um Cabo Verde aberto ao mundo, em defesa dos interesses dos cabo-verdianos. “Temos de abrir mais ao mundo, sermos muito mais cosmopolíticas e à altura do desenvolvimento e da modernização de Cabo Verde. O futuro de Cabo Verde passa estrategicamente por esta opção”, diz, afirmando que o país deve abrir para melhor ascensão de todos quando chegam e querem viver neste arquipélago.

Apela para isenção de entidades públicas e comunicação social

No seu encontro de hoje com a imprensa, José Maria Neves recomenda ainda aos órgãos da comunicação social que máxime os públicos, nestes tempos de pandemia, se abram a novidades nas campanhas eleitorais, designadamente através de mais debates entre os candidatos e de tratamento isento e objetivo de todas as candidaturas.

“Espero também que as entidades públicas nacionais ou locais garantam isenção e tratamento igual a todas as candidaturas a Presidente da República. Que estas eleições sejam jornadas pedagógicas e cívicas e que contribuam para o reforço do Estado de Direito Democrático e para a aceleração do processo de transformação e de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, com ganhos evidentes para todos”, conclui José Maria Neves, candidato à presidente da República que já tem assegurado o apoio do PAICV.

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