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EUA: Presidente Biden torna vacina anti-Covid obrigatória para milhões de trabalhadores — 80 milhões fugidos à vacina 10 Setembro 2021

O presidente democrata apresentou, esta quinta-feira, 9, a nova medida sanitária que vai acelerar a luta contra a doença do coronavírus: a obrigatoriedade da vacinação atinge já quatro milhões de trabalhadores do setor público e estender-se-á a milhões do privado. O plano "corajoso e ambicioso" quer erguer-se como uma força perante "uma minoria identificada", que impede o país de "virar a página da pandemia".

EUA: Presidente Biden torna vacina anti-Covid obrigatória para milhões de trabalhadores — 80 milhões fugidos à vacina

O decreto recém-assinado pelo ocupante da Casa Branca impõe já a vacinação obrigatória dos quatro milhões de trabalhadores federais, os do quadro e os contratados pelas agências federais. Juntam-se assim aos militares e pessoal cuidador de instituições subsidiadas pelo Estado Federal.

Os funcionários federais têm 75 dias para apresentarem a vacinação total, sob pena de sanções disciplinares, segundo a porta-voz da Casa Branca. Jen Psaki acrescentou que há "exceções limitadas" a abranger os casos de deficiência ou objeções religiosas.

Para o setor privado, cabe ao Ministério do Trabalho instaurar a obrigatoriedade da vacina ou um teste semanal para os empregados das empresas com mais de cem trabalhadores.

Os organizadores de grandes eventos desportivos, culturais vão ter de condicionar a entrada do público através do certificado vacinal ou um teste negativo.

Travar a epidemia

Máscaras, testes de despistagem continuam. Segundo o comunicado da Casa Branca, o porte de máscaras vai prolongar-se em especial para quem viaja, para entrar em edifícios federais.

Também começa no próximo dia 20 uma campanha nacional a sensibilizar para a vacinação anti-Covid, segundo a porta-voz da Casa Branca.

Longe dos objetivos

Apenas 70% da população dos Estados Unidos — de mais de 330 milhões de habitantes — receberam a vacinação completa.

A porta-voz Jen Psaki procurou contestar a crítica feita durante a conferência de imprensa ao "excesso de confiança" do presidente, que no discurso do Quatro de Julho (a festa da Independência) tinha dado garantias de que "dominámos" a Covid-19.

Segundo o Worldometers de hoje, as infeções de Covid nos EUA totalizam 41.561.156, cerca de 20% do total mundial. Os óbitos totalizam 674.547 e a taxa de letalidade é de 2.024 (por milhão de mortes), o que coloca o país de Biden na 21ª posição mundial. O Brasil ocupa a 9ª com 2.730, o Peru a 1ª, com uma taxa de letalidade perto dos seis mil (5,926) e dobro do número dois em letalidade que é a Hungria (3.124); Cabo Verde está na 95ª posição com a taxa de 565.

EUA, ainda primeira potência

O relançamento da economia prometido concretizar-se-á, disse na mesma ocasião o presidente Biden, através da simplificação dos procedimentos de empréstimos às PME-pequenas e médias empresas, gravemente atingidas pela epidemia.

Na assembleia-geral da ONU do próximo dia 22, o 46º presidente dos EUA vai apelar a uma cimeira mundial, "para resolver a crise de Covid-19 e relançar a vacinação nos países em desenvolvimento".

Fontes: Washington Post/The Hill/Le Monde.fr/Worldometers.

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