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Presidente RAMAO: Mulher cabo-verdiana continua a ser massacrada com trabalhos pesados em pleno século XXI 07 Mar�o 2019

A mulher cabo-verdiana continua a ser massacrada com trabalhos pesados e problemas de saúde em pleno século XXI porque não existe uma política pública que prioriza projectos de capacitação para a camada que se encontra no negócio da areia.

Presidente RAMAO: Mulher cabo-verdiana continua a ser massacrada com trabalhos pesados em pleno século XXI

A afirmação é da presidente da Associação das Mulheres da África Ocidental – Célula de Cabo Verde (RAMAO), Josefina Chantre Fortes, em declarações à Inforpress no âmbito do Dia Mundial da Mulher, que se assinala a 08 de Março.

“Falamos em mudança todos os dias, assinamos acordos, mas essas mudanças não acontecem na vida das mulheres que necessitam de um projecto real e bem coordenado para poderem largar a vida de apanha da areia e ter um ganha-pão em outros sectores”, disse aquela responsável.

A maior parte das mulheres que vivem de apanha da areia, segundo Josefina Chantre Fortes, é do meio rural e não possui quaisquer meios para enveredar por outra profissão.

Além desse problema, a presidente do RAMAO aponta os problemas de saúde que vêm incapacitando algumas das mulheres que se dedicam a este trabalho e que têm a ver com a saúde reprodutiva, incapacidade dos membros inferiores, problemas auditivos, artrite e outros.

Josefina Chantre Fortes disse que tem de estar sempre a tocar neste tema para que haja maior consciencialização dos poderes executivo e local por forma a que estes possam colocar no Orçamento do Estado verbas para financiamento de projectos que dita mudança na vida dessas mulheres.

“Como é que as mulheres que não possuem nada e levam uma vida dura diariamente, e sofrendo na pele a seca, conseguem sobreviver sem ter meios de subsistência”, questiona, sublinhando, entretanto, que os projectos financiados pelo Governo deveriam ser sustentáveis e com durabilidade.

A RAMAO, segundo explicou, tem, há cerca de dois anos, projectos em carteira e que não recebe qualquer resposta do executivo “nem para sim nem para não”.

Apesar disso, afirmou que os diferentes governos têm trabalho na matéria, mas com projectos pontuais que não dão qualquer garantia de estabilidade e de empreendedorismo.

Caso isso não acontecer, esclareceu, as mulheres continuarão a apanhar areia, a interferir no desequilíbrio do ecossistema do país, a sofrer violência e muito mais.

Para que isso não aconteça Josefina Chantre Fortes, apela ao Governo a trabalhar numa vertente em que pode empoderar as mulheres rurais, dando oportunidade de terem acesso a terra, projectos inovadores de capacitação, segurança alimentar e trabalho decente.

Só assim, sublinhou, o país poderá conseguir atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, sem deixar ninguém para trás, e cumprir com o planeta 50/50 em 2030, refere a Inforpress.

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