Presidenciais 2021

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Presidente apela ao civismo e elevação em campanha para escolha de sucessor 01 Outubro 2021

O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, apelou hoje ao "civismo e elevação" durante a campanha eleitoral para a escolha do seu sucessor, em votação a 17 de outubro, esperando que sejam eleições "livres, transparentes e justas"

 Presidente apela ao civismo e elevação em campanha para escolha de sucessor

“Naturalmente que haverá sempre uma ou outra picardia, e isso é normal num regime concorrencial, mas estou completamente seguro de que estão reunidas todas as condições para que, mais uma vez, as eleições sejam livres, transparentes e justas”, manifestou Carlos Fonseca citado pela Lusa.

O chefe de Estado falava à imprensa, na cidade da Praia, à margem das atividades para assinalar o Dia Internacional do Idoso, promovidas pela primeira-dama, Lígia Fonseca.

Para Jorge Carlos Fonseca, o país está bem colocado a nível dos rankings internacionais, e “tem que se fazer jus a esse reconhecimento”.

“A nossa democracia é muito credível, muito respeitada, por experiência própria, por todo lado onde vou, os elogios da democracia cabo-verdiana são intensos, mesmo as instituições da sociedade internacional, fazem sempre referências muito elogiosas ao país”, referiu, citado pela Inforpress.

Estas são as terceiras eleições que Cabo Verde realiza em contexto de pandemia da covid-19, depois das autárquicas em outubro do ano passado e das legislativas em abril deste ano, com o Presidente da República a pedir respeito pelas regras sanitárias.

“Tenho uma confiança muito forte nos cabo-verdianos, da maturidade democrática da cidadania cabo-verdiana, e, portanto, este é mais um teste que terá um resultado francamente positivo”, concluiu o chefe de Estado, que vai cumprir os dois mandados seguidos legalmente previstos.

Lembra a Lusa que o Tribunal Constitucional anunciou em 24 de agosto que admitiu as candidaturas a estas eleições de José Maria Pereira Neves, Carlos Veiga, Fernando Rocha Delgado, Gilson Alves, Hélio Sanches, Joaquim Jaime Monteiro e Casimiro de Pina.

Esta é a primeira vez que Cabo Verde regista sete candidatos oficiais a Presidente da República em eleições diretas, depois de até agora o máximo ter sido quatro, em 2001 e 2011.

A campanha eleitoral arrancou às 00:00 de 30 de setembro e vai até às 23:59 de 15 de outubro, e em caso de uma segunda volta ocorrerá em 31 do mesmo mês.

De acordo com a Constituição de Cabo Verde, o Presidente da República é eleito por sufrágio universal e direto pelos cidadãos eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro.

Só pode ser eleito Presidente da República o cidadão “cabo-verdiano de origem, que não possua outra nacionalidade”, maior de 35 anos à data da candidatura e que, nos três anos “imediatamente anteriores àquela data tenha tido residência permanente no território nacional”.

Cabo Verde já teve quatro Presidentes da República desde a independência de Portugal em 1975, sendo o primeiro o já falecido Aristides Pereira (1975 – 1991) e por eleição indireta, seguido do também já defunto António Mascarenhas Monteiro (1991 — 2001), o primeiro por eleição direta, em 2001 foi eleito Pedro Pires e 10 anos depois Jorge Carlos Fonseca.

As anteriores presidenciais em Cabo Verde, que reconduziram o constitucionalista Jorge Carlos Fonseca como Presidente da República, realizaram-se em 02 de outubro de 2016 (eleição à primeira volta, com 74% dos votos), conclui a Lusa.

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