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Presidente da República : António Mascarenhas Monteiro foi um “democrata convicto” que deu “grande contributo” no desenvolvimento do país 17 Setembro 2018

O Presidente da República considerou que António Mascarenhas Monteiro, foi um Presidente com “grande sentido” de Estado e um “democrata convicto” que deu “um contributo importante” no desenvolvimento de Cabo Verde e da democracia cabo-verdiana.

Presidente da República : António Mascarenhas Monteiro foi um “democrata convicto” que deu “grande contributo” no desenvolvimento do país

Jorge Carlos Fonseca fez estas declarações à Inforpress, quando falava do aniversário do falecimento do primeiro Presidente da República de Cabo Verde eleito democraticamente, António Mascarenhas Monteiro, que faleceu a 16 de Setembro de 2016.

Para Jorge Carlos Fonseca, António Mascarenhas Monteiro foi uma “figura importante” para o país e um presidente que deixou uma “marca essencia”l na história de Cabo Verde.

“Lembro-me do António Mascarenhas Monteiro como primeiro presidente eleito democraticamente no país, um marco importante do exercício da função presidencial por parte dele, mas também como uma pessoa bondosa e amiga dos seus amigos”, ajuntou a mesma fonte, e com quem, assinalou, teve o “privilégio” de trabalhar quando o actual PR era ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde.

No dia que completa dois anos do falecimento de António Mascarenhas Monteiro, Jorge Carlos Fonseca reconheceu o “grande contributo” que o antigo chefe de Estado deu em prol do “fortalecimento e consolidação” da democracia cabo-verdiana, defendendo neste sentido a necessidade da preservação e valorização da sua memória.

“Para além daquelas referências simbólicas, como por exemplo uma matéria importante aqui no país como foi feito há pouco tempo, uma iniciativa da Câmara Municipal da Praia, a inauguração da Avenida António Mascarenhas Monteiro, penso que tem que haver um reconhecimento mais alargado do que foi o exercício da sua magistratura presidencial”, disse, referindo que a divulgação das “minúcias do exercício presidencial” de António Mascarenhas Monteiro é um trabalho sobretudo dos estudiosos investigadores e universidades nacionais.

António Manuel Mascarenhas Gomes Monteiro, nasceu a 16 de Fevereiro de 1944 em Ribeira da Barca, Santa Catarina, ilha de Santiago.

Após a independência, foi secretário-geral da Assembleia Nacional entre 1977 e 1980. Em 1980, foi nomeado Presidente do Supremo Tribunal de Cabo Verde.

Foi Presidente da República de Cabo Verde entre 22 de Março de 1991 a 22 de Março de 2001 eleito através de eleições democráticas através do sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.

Depois de deixar a presidência da República, em 2001 desempenhou funções como Presidente Grupo de Contacto da OUA em Madagáscar, que procurou mediar o conflito que eclodiu no curso das eleições presidenciais de Dezembro de 2001.

Em Janeiro de 2003, participou da NEPAD e Fórum de Segurança organizada pela Coligação Mundial para África, realizada em Accra, Gana, e em 2004 foi nomeado enviado especial da Organização Internacional do Países de Língua Francesa (OIF) para o Haiti, na sequência da renúncia do Presidente Jean Bertrand Aristides.

Em 2005, Mascarenhas Monteiro liderou uma delegação enviada pela OIF numa missão de boa vontade para Togo após a morte do Presidente Gnassingbe Eyadema e da decisão das Forças Armadas togolesas para nomear o seu filho, Faurre Gnassingbe, para substituí-lo.

Em 2014, após a renúncia do presidente Blaise Compaore, António Mascarenhas Monteiro foi nomeado pelo secretário-geral da Organização Internacional da Francofonia (OIF), Abdou Diouf, para liderar uma missão ao Burkina Faso.

Desde Janeiro de 2006, era membro do Comité Consultivo Internacional para a Comunidade das Democracias e em Outubro de 2007, Monteiro aceitou uma nomeação como o quinto Presidente em Residência dos Arquivos Presidenciais Africanos da Universidade de Boston.

Foi agraciado com vários títulos honoríficos e recebeu diversos prémios e distinções, incluindo o Grande Colar da Ordem da Liberdade (Portugal), o Grand Croix d’Ordre National du Lion (Senegal), a Ordem José Martí (Cuba ), e o Ordre de L’Unité Africaine (Líbia).

Publicou numerosos artigos e livros, incluindo “O sistema de governo na Constituição cabo-verdiana de 1992” e “Os processos de democratização em África: o caso de Cabo Verde”.

António Mascarenhas Monteiro faleceu a 16 de Setembro de 2016, vítima de cancro. A Semana/Inforpress

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