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Presidente da República diz que “mundo extremamente caótico” de hoje depende das lideranças 18 Novembro 2022

O Presidente da República considerou hoje, no Mindelo, que o mundo de hoje, “extremamente caótico e muito incerto”, depende das lideranças que devem ser “inclusivas, transformadoras e com grande inteligência adaptativa”.

Presidente da República diz que “mundo extremamente caótico” de hoje depende das lideranças

José Maria Neves fez estas considerações à imprensa na sequência da sua participação na 3ª edição da Cimeira Lusófona de Liderança, concluído hoje, no Mindelo, e onde foi entrevistado virtualmente pela directora do jornal português Diário de Notícias, para falar de diversos temas como a diáspora, coabitação política, extremismo mundial, pandemia e vários outros assuntos.

José Maria Neves acredita que o mundo de hoje “extremamente caótico e muito incerto e complexo” depende das lideranças a todos os níveis, desde as governamentais, empresariais e nas diferentes organizações e sistemas existentes nos países.

“Portanto, é reflectir, pensar e procurar que haja condições para o exercício efectivo da liderança. Uma liderança inclusiva, transformadora é sempre importante e muito útil para os nossos países”, reiterou a mesma fonte.

Questionado sobre que líderes a lusofonia deve ter para enfrentar os desafios, o Presidente da República rematou com a ideia de que estes “devem ser visionários, estrategas e catalisadores de processos de mudança e com uma grande inteligência adaptativa”.

Isto porque, segundo a mesma fonte, as mudanças estão a acontecer a um “ritmo estonteante” e cabe aos líderes tomarem medidas para garantirem respostas aos desafios que emergem todos os dias.

O chefe do Estado aconselhou para que as lideranças “se actualizem todos os dias, tenham mentes abertas e grande liberdade de espírito para fazer face às mudanças contextuais”.

“O líder tem de ter essa capacidade, ter a inteligência para fazer leituras, fazer adaptações e ir criando soluções inovadoras para as situações”, considerou José Maria Neves, para quem a lusofonia está preparada para esses novos tempos.

Instado pela Inforpress a descrever o tipo que costuma ser, o Presidente da República afirmou não existir um só tipo de líder, mas, sim depende do contexto e do momento.

“Temos que criar sistemas inteligentes, ter líderes inteligentes para, a cada momento, adaptar-se ao que está a acontecer”, afiançou, apontando como uma das principais qualidades para se ser líder ter uma “vasta cultura geral”.

Um posicionamento que foi visto pela presidente da Cimeira Lusófona de Liderança, Anabela Chantre, como “inspirador” e que, entre outros momentos, permitiu à organização ver através do evento do Mindelo, que “a liderança é o caminho e deve-se trabalhar em conjunto, desde as organizações, universidades e sociedade em geral”.

“Todos temos essa responsabilidade de liderança e creio que essa é a grande mensagem que levamos daqui”, sustentou a mesma fonte, para quem importa “começar a construir história e deixar a nova geração de líderes preparada com as mensagens e experiências”.

“É trabalharmos todos em conjunto para um propósito comum”, concretizou Anabela Chantre, que não quis avançar por agora o próximo país a receber a quarta edição do evento.

A cimeira decorreu do dia 14 até hoje em formato híbrido, `online´ e nos últimos três dias de forma presencial, no Mindelo, com participações de 43 oradores de países como Cabo Verde, Portugal, Moçambique, Angola e Brasil. A Semana com Inforpress

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