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PR jubila-se com elevação da morna a Património Imaterial da Humanidade, Primeiro-ministro alerta para responsabilidades na sua preservação 12 Dezembro 2019

O Presidente da República jubilou-se com a classificação da morna como Património Imaterial da Humanidade e classificou a data como histórica e de “reconhecimento do humanismo” da forma particular de “expressão identitária cabo-verdiana enquanto povo e nação una”. Já primeiro-ministro alertou que a consagração da Morna como Património Imaterial da Humanidade impõe a Cabo Verde maiores responsabilidades na preservação, salvaguarda, valorização e promoção da morna no país, junto da diáspora e no mundo.

PR jubila-se com elevação da morna a Património Imaterial da Humanidade, Primeiro-ministro alerta para responsabilidades na sua preservação

O Chefe de Estado não escondeu a sua satisfação com a noticia, regojizando-se com esta medida da Unesco.“É com grande júbilo que recebemos a notícia de que a Morna é, a partir de agora, oficialmente, Património Imaterial da Humanidade, classificada pela UNESCO, ao lado de diversas outras expressões artísticas e culturais”, disse, segundo a Inforpress, Jorge Carlos Fonseca na sua mensagem dirigida à nação cabo-verdiana.

O poeta e Presidente da República disse se tratar de uma data histórica que vem coroar, não apenas quem colocou no terreno a candidatura, e aqueles que deram continuidade a este verdadeiro desígnio nacional, mas também os milhares de músicos, compositores, intérpretes, cantadeiras, amantes e apaixonados por este estilo musical, nas ilhas, na diáspora ou mesmo nos diversos cantos do mundo, sem sequer entenderem uma palavra da língua materna cabo-verdiana.

“É um longo caminho, desde as cantadeiras da Boa Vista, aos trabalhadores portuários de São Vicente e suas vielas, às veredas frescas e brumosas da Brava, passando por aqueles que a transportaram nas maletas em veleiros, vapores, carruagens de comboios, voos de longo curso, nos nossos milhares de emigrantes”, lê-se na missiva a que a Inforpress teve acesso.

A Morna é, para o mais alto magistrado da nação, “pauta das vidas do cabo-verdiano, os caminhos percorridos, o invólucro da dor e alegria, a paleta dos desejos e da esperança”, razão por que afirmou que esta distinção é também de grande júbilo para todo o povo cabo-verdiano, nas ilhas, mas sobretudo na diáspora.

Jorge Carlos Fonseca felicitou ainda a todas as equipas envolvidas neste processo, pelo sucesso obtido, e desejou que esta importante classificação possa contribuir para o aprofundamento do estudo da Morna, sua maior divulgação internacional, maior aprendizagem pelos mais jovens, e o desenvolvimento de todos os requisitos que resultam deste novo estatuto.

PM: Consagração da morna impõe maiores responsabilidades na sua preservação

O Primeiro-ministro também assegurou, hoje, que a consagração da Morna como Património Imaterial da Humanidade impõe a Cabo Verde maiores responsabilidades na preservação, salvaguarda, valorização e promoção da morna no país, junto da diáspora e no mundo.

Ulisses Correia e Silva fez estas considerações logo após a classificação da morna como Património Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), oficializada em Bogotá, Colômbia, às 15:49 de Cabo Verde, pela secretária do Comité, Maria Lopez Sorzano, em cerimónia acompanhada através da Internet no Palácio do Governo, na Praia.

Num ambiente festivo, entre felicitações, aplausos e abraços, o chefe do Governo garantiu, segundo a Inforpress, que Cabo Verde irá cumprir e honrar com a UNESCO e com o mundo o reconhecimento da morna como património de toda a Humanidade, tendo aproveitado a ocasião para agradecer a directora-geral desta organização, “pelo empenho muito grande na colaboração para que esse momento fosse realidade”.

Adiantou que o Governo já tem previsto no Orçamento do Estado para 2020 verbas para o inicio da implementação do plano de salvaguarda, aprovada no conjunto do dossiê desta candidatura e revelou que o Instituto do Património Cultural foi dotado de um novo estatuto que reforça as suas competências na preservação do património histórico e cultural cabo-verdiano.

Segundo ainda a Inforpress, Ulisses Correia e Silva considerou “enorme e de capital intrínseco” este estatuto da morna junto da UNESCO e promete que Cabo Verde vai aproveitar bem esta distinção, tanto do ponto de pista de notoriedade do país, como da promoção da cultura e da economia, particularmente no turismo.

“O turismo passará, a partir de hoje, a ter a marca mais indelével da expressão mais genuína deste povo crioulo, com mais de cinco séculos e meia de história, a morna. Este é também uma grande oportunidade para o sector empresarial da música nacional”, explicitou o primeiro-ministro, convicto que novas carreiras, palcos e agendas se abrem com esta distinção.

Parafraseando o falecido compositor Manel de Novas, na música “Biografia dum Criol”, Ulisses Correia e Silva disse sentir-se feliz no dia de hoje, que “todos devem sentir-se feliz de ter nascido cabo-verdiano” e agradeceu a todos os músicos, comunicação social e os países que apoiaram o processo desta candidatura para que a morna pudesse ser celebrada como a “alma da cabo-verdianidade”, conclui o PM citada pela Inforpress.

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