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Presidente da República quer “melhor discussão” sobre as datas históricas de Cabo Verde - Celebra-se esta quinta-feira Dia do Heróis Nacionais e da morte de Amilcar Cabral 19 Janeiro 2022

O presidente da República defendeu, hoje, na Cidade da Praia, que é preciso trazer para a esfera pública a “melhor discussão” sobre as datas históricas de Cabo Verde. Este pronunciamento de José Maria Neves surgiu depois da celebração de 13 de Janeiro - Dia da Liberdade e Democracia -, e na véspera do 20 de Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais, que coincide com a data do assassinato, em 1973 em Guiné-Conacry, de Amílcar Cabral, o fundador da nacionalidade cabo-verdiana.

Presidente da República quer “melhor discussão” sobre as datas históricas de Cabo Verde - Celebra-se esta quinta-feira Dia do Heróis Nacionais e da morte de  Amilcar Cabral

A ideia de trazer para a esfera pública a “melhor discussão” sobre as datas históricas de Cabo Verde foi defendida em declarações aos jornalistas antes de uma aula magna subordinada ao tema: “O papel da Assembleia Nacional na afirmação da democracia cabo-verdiana no mundo”, a convite da direcção do liceu Abílio Duarte, no Palmarejo, no âmbito da 11ª Semana da República, que decorre de 13 a 20 do corrente.

“É preciso criar espaços para debatermos, há sempre conflitos, desentendimentos e desacordos em relação às datas mais recentes e ainda há muitas disputas políticas em torno deste assunto”, indicou o chefe do Estado citado pela Inforpress.

Por outro lado, José Maria Neves considerou que o povo cabo-verdiano desde sempre lutou contra a submissão e pela dignidade.

“Temos várias gerações de cabo-verdianos, desde os filhos da terra, que lutaram para que fossem tratados com dignidade”, frisou José Maria Neves, lembrando as revoltas que aconteceram em Santiago, São Vicente e em Santo Antão, assim como os outros momentos “importantes” na história de Cabo Verde.

Nessa luta, o chefe do Estado destacou igualmente os “nativistas” como Eugénio Tavares, Loft Vasconcelos, a revolta em 1910 com proclamação da República em Portugal, o movimento Claridoso e a geração de Amílcar Cabral.

Essa geração, explicou José Maria Neves, influenciada por acontecimentos “importantes” em África e no Mundo, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, decidiu lutar para romper definitivamente com o colonialismo e o fascismo.

No entanto, o mais alto magistrado da Nação defendeu, segundo ainda a Inforpress, a necessidade de se “fazer um esforço” para que a história contemporânea possa ser debatida nas escolas e em outros espaços sociais, de modo a se encontrar os consensos e fazer os depuramentos que são necessários para que se conheça o percurso histórico de Cabo Verde.

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