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Presidente de Cabo Verde regressa da ONU optimista sobre alívio da dívida 23 Setembro 2021

O Presidente de Cabo Verde disse à agência Lusa estar “relativamente optimista” sobre o alívio da dívida, após conversas com outros países na semana anual mais importante da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

Presidente de Cabo Verde regressa da ONU optimista sobre alívio da dívida

O chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, adiantou que o alívio da dívida do país foi um tema sempre presente nas reuniões bilaterais que manteve com dignitários de outros países ou instituições, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, com reacções “relativamente optimistas”, especialmente para a possibilidade de transformação da dívida em investimentos.

“Nós falamos sempre do perdão ou o alívio da dívida, porque estamos num contexto complicado. Somos o país em África que sofreu os impactos mais fortes da pandemia. Somos um país de rendimento médio, mas somos também um pequeno país insular em desenvolvimento” afirmou Jorge Carlos Fonseca à Lusa.

O Presidente cabo-verdiano defendeu que “todas essas condições devem sugerir e favorecer posições de perdão de dívida ou de alívio da dívida”.

“Portanto temos feito esse apelo, discutindo isso com as instituições internacionais, mas também bilateralmente com alguns dos países amigos e outros parceiros”, acrescentou.

“Não é fácil, mas sobretudo quando nós propomos a transformação de dívida em investimento, eu creio que é mais fácil de obtermos, digamos, uma solução a nosso contento”, sublinhou.

O regresso do Presidente cabo-verdiano de Nova Iorque, onde a ONU hospedou um debate geral e várias reuniões bilaterais para o fortalecimento de relações diplomáticas, está marcado para hoje, depois de mais algumas reuniões oficiais.

O antigo professor universitário relatou aos seus homólogos internacionais a situação da pandemia no arquipélago e o facto de “Cabo Verde ser o país africano que, comprovadamente, sofreu os impactos económicos e sociais de uma forma mais brutal”.

Como indicou no seu discurso perante a Assembleia Geral da ONU, na quarta-feira, a pandemia de covid-19 gerou “uma recessão nunca antes experimentada, traduzindo-se numa redução de 14,8%” do produto interno bruto (PIB).
O cabo-verdiano explicou à Lusa que “com o turismo parado, os impactos são tremendos”, um sector que representa 25% da economia nacional, “67% da balança de pagamentos com o exterior e 20% da empregabilidade”.

O sector tem dado “alguns sinais de uma retoma tímida”, nomeadamente nas ilhas turismo como o Sal e Boa Vista, durante o alívio das medidas restritivas impostas por causa da covid-19, considerou.

A “reciprocidade na aceitação dos certificados de vacina”, como já acontece com Portugal, é um tópico que está em cima da mesa em várias reuniões bilaterais, o que pode representar “uma contribuição dos outros” para a retoma do turismo no pequeno Estado insular.

A nível da vacinação contra a covid-19, a média nacional situa-se em 75% da população, mas a ambição é chegar a 85% das pessoas no próximo mês, indicou, destacando também o êxito de as escolas se terem mantido abertas, com presença dos alunos e professores, contrariamente a outros países.

No discurso perante a Assembleia Geral da ONU, o Presidente de Cabo Verde afirmou que a “primeira prioridade” do arquipélago é “combater” a pandemia de covid-19 e pediu mais atenção aos problemas dos pequenos Estados insulares.

Ainda sobre o impacto da pandemia, Jorge Carlos Fonseca recordou que “desconstruiu de forma brutal” a economia de Cabo Verde, devido à ausência total de turismo, após um crescimento económico anual a rondar os 6%, nos últimos anos.

A Semana com Lusa

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