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Presidentes da Venezuela e Colômbia: 2º encontro em Caracas, paz sobre a mesa — Próxima ronda com Lula 09 Janeiro 2023

Nicolás Maduro recebeu hoje (sábado) Gustavo Petro, naquela que é a segunda visita do seu homólogo colombiano a Caracas, desde que em agosto passado assumiu a presidência da Colômbia. A primeira visita em novembro serviu para os líderes dos países vizinhos formalizarem as relações diplomáticas interrompidas nas presidências colombianas anteriores e agora reestabelecidas com a instalação mútua de embaixadas em Bogotá e Caracas a partir de 8.8.022.

Presidentes da Venezuela e Colômbia: 2º encontro em Caracas, paz sobre a mesa — Próxima ronda com Lula

Este encontro, que ocorre dias depois da reunião de Petro e Lula — à margem da inauguração presidencial em Brasília — é visto como um passo maior no sentido de normalizar as relações entre a Colômbia e a Venezuela ao fim de quatro anos de tensão com presidentes colombianos antecessores de Petro.

Gustavo Petro tem reafirmado a intenção de fazer o chavismo regressar à mesa de negociação com a oposição exilada no México. Por isso insiste em fixar-se um prazo para "a realização de eleições livres na Venezuela".

O presidente Petro voltou a discutir com o presidente Maduro acerca da "urgente necessidade de fortalecer as democracias liberais na América Latina". Uma expressão que foi muito criticada nas redes sociais por parte de próximos de Maduro, descontentes com "a ingerência de Petro, através de uma referência velada à política interna venezuelana".

Acordos energéticos. A intenção da Colômbia de estabelecer negociações relativas ao petróleo esteve na mesa do palácio de Miraflores, sede da presidência em Caracas. A Ecopetrol, petrolífera estatal colombiana, aguarda a autorização da OFAC-Entidade de Controlo de Bens Estrangeiros, mais conhecida como ’lista Clinton’, para poder entrar em negociações com a estatal venezuelana PDVSA.

Petro espera obter uma licença parecida com a da Chevron para a Ecopetrol poder operar sem ser sancionada por Washington.

Petro-Lula pela Amazónia

O presidente da Colômbia propôs ao homólogo brasileiro uma aliança para salvar a selva amazónica.

Lula na aliança interamericana para a paz

Além disso, quer aprofundar o intercâmbio na política antidrogas e a inclusão do Brasil nos diálogos com a ELN, a última guerrilha ativa na Colômbia.

Nesse sentido vai ter lugar ainda este mês no México um encontro interamericano para a paz, com a ELN na mesa das negociações.

Fontes: EFE/el país.es/Globo. Foto: Encontro sob o olhar de Simón Bolívar, o herói da independência comemorado pelos países da América Latina hispanófona. Em agosto, a primeira ordem de Gustavo Petro em Bogotá foi para que a Casa Militar trouxesse a espada de Bolívar para a cerimónia. O seu antecessor, Iván Duque, vetara o objeto na inauguração presidencial, alegando que havia questões de segurança. Quando em 8 de agosto a espada do herói da independência foi exibida no palco, um convidado não se levantou nem aplaudiu: Felipe VI, rei de Espanha.

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