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Prisão perpétua para veterano da guerra do Golfo que vendeu $30 de marijuana 16 Agosto 2020

"O meu filho não é um traficante de droga. Só dava para um cigarro a erva que ele vendeu ao polícia que foi ter com ele a fingir que era um drogado", disse a mãe de Derek Harris no julgamento em junho de 2012. O juiz não se comoveu e disse: "S.ra Harris, um cigarro ou dois, foi ele que o vendeu, logo é um traficante de droga".

Prisão perpétua para veterano da guerra do Golfo que vendeu $30 de marijuana

O crime que valeu ao soldado desempregado, residente em Abbeville, Louisiana, uma condenação à prisão perpétua foi cometido em 2 de outubro de 2008: Derek Harris vendeu 0,69 gramas de marijuana por trinta dólares a um polícia que se fez passar por consumidor.

Quatro meses depois, uma ordem do tribunal da Louisiana mandou Harris para a prisão. Mais cinco meses decorreram até ser, em julho de 2009, ouvido pelo juiz. Saiu sob fiança enquanto aguardava o julgamento que só veio a realizar-se em junho de 2012.

Em 26 de junho de 2012 o juiz condenou-o a 15 anos de prisão. Mas o Ministério Público recorreu alegando que Harris não era primário e o novo julgamento condenou-o à prisão perpétua.

Proporcional

"Colheu mais do que plantou", disse Anthony Harris, irmão mais velho de Derek. "Ele fez más escolhas, depois que voltou da guerra do Golfo" — decorrente da invasão iraquiana do Koweit em 1990 — "mas a sentença foi excessiva".

Anthony, entrevistado pelo projeto que visa mais justiça para os sentenciados excessivamente por crimes do tipo, expressou ainda a sua convicção de que os problemas de toxicodependência de Derek vinham de traumas da guerra e que o Exército negligenciou.

O detido Derek agora com apoio legal, recorreu ao Supremo em 28 de maio de 2016. No pedido, alega que o seu direito à defesa de acordo com a 6ª Emenda não foi respeitado.

Este mês, a sentença do Supremo deu razão a Derek Harris. Segundo o juiz, Harris tinha direito a novo julgamento porque o primeiro fora ineficaz: "Em nenhuma circunstância Harris devia ter sido condenado à perpetuidade, dada a quantidade envolvida".

Segundo o juiz, Harris tornara-se toxicodependente na sequência da guerra e o Exército mandou-o embora sem tratamento.

Além disso, "não se trata de crimes violentos e, como o painel de juízes concluiu, Harris não é um barão da droga", escreveu o juiz relator do Supremo da Louisiana.

O advogado de Harris disse à CNN ontem (6ªfª, 14) que está a trabalhar com o Departamento Correcional da Louisiana para a saída "dentro em breve" de Derek Harris, depois de re-sentenciado na 6ªfª, 6 a nove anos de prisão.

Anthony Harris e família vão receber o irmão na sua casa, em Kentucky, informou ainda o advogado.

Fontes: CNN.

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