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Procura de obrigações da CVFF supera a oferta 29 Julho 2009

A procura pelas obrigações da Cabo Verde Fast Ferry foi ligeiramente superior à oferta. A informação é do presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC), Veríssimo Pinto, num exclusivo ao asemanaonline. “Cabo Verde e a ilha Brava estão de parabéns porque um problema sério de desenvolvimento foi solucionado com esta operação”, congratula o responsável máximo da BVC.

Procura de obrigações da CVFF supera a oferta

Veríssimo Pinto lembra que com a subscrição das 1.500.000 obrigações da CVFF está agora garantido o financiamento dos dois barcos rápidos que a partir do próximo ano, 2010, passam a operar no transporte de cargas e passageiros entre as ilhas. “A procura foi mais de 1,000194 vezes superior à quantidade disponível. A procura total foi de 1.500.291.000 para 1.500.000.000 Obrigações”, explica o presidente da BVC. Portanto mil e quinhentos milhões de contos foram conseguidos com esta operação, em que o valor nominal de cada acção era de mil escudos, estas foram vendidas aos pares.

Participaram nesta OPS os emigrantes, investidores institucionais, pequenos aforradores e investidores no geral.

Importa realçar que grande parte das obrigações foram adquiridas por cabo-verdianos residentes, cerca de 81,5%. As restantes 18,5 obrigações foram compradas por não residentes. Números que, de acordo com Verissimo Pinto, fez deste projecto o mais participado de sempre na BVC.

Refira-se que o período para transmissão de ordens de Subscrição Pública decorreu entre 25 de Maio de 2009 e 24 de Julho de 2009. Nos últimos dias o processo foi envolvido em polémica por causa do anúncio de um outro projecto de transporte marítimo e de notícias contraditórias veiculadas em alguns órgãos de comunicação social.

Polémica, aliás, que nesta hora confirma este jovem presidente da BVC como um grande vencedor. Afinal, ele conseguiu a obra que muitos já votavam ao fracasso. E contra ventos e marés, a equipa da BVC ganhou a batalha.
Aos que o acusaram de se envolver na promoção de projecto da CVFF, facto que Verissimo Pinto não nega, responde que o fez porque sempre Acreditou na importância do projecto para o desenvolvimento de Cabo Verde. Pinto confirmou também o convite feito à Moura Company para participar no projecto, "porque é uma empresa cabo-verdiana que tinha todo o direito de estar numa operação dessa envergadura", à semelhança do que fez com outros investidores.

A taxa de juro nominal aplicável a cada um dos períodos de juro desta OPS será, diz Veríssimo Pinto, de 9%, devendo o pagamento dos juros ser feito em prestações semestrais e sucessivas, com liquidação integral do empréstimo no final da maturidade

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