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Produtores e agricultores consideram que má fiscalização da lei do grogue ainda é o calcanhar de Aquiles em Santo Antão 05 Fevereiro 2022

Os produtores e agricultores consideraram hoje que a “má fiscalização” da lei do grogue ainda é o “calcanhar” de Aquiles em Santo Antão, por isso defendem que quem for apanhado a “prevaricar” deve ser “punido”.

Produtores e agricultores consideram que má fiscalização da lei do grogue ainda é o calcanhar de Aquiles em Santo Antão

Segundo o agricultor e produtor António Carente, que falava à imprensa após o encontro com produtores e comerciantes de grogue de Santo Antão, a fiscalização na ilha está “mal”.

António Carente recordou que em 2015, com a entrada da lei do grogue, que “obrigava” os agricultores e produtores a produzirem um produto de qualidade, Santo Antão teve alguns “sucessos” em termos económicos e também na saúde pública.

Entretanto, a mesma fonte enfatizou que com o passar do tempo a lei “deixou” de ser “aplicada” e houve uma “sobrelotação” dos hospitais e também queda da economia da ilha.

“Em 2015/16, um garrafão de grogue custava 10 a 12 mil escudos e nesse momento há quem o vende por 4 mil escudos. Há uma necessidade de termos um fundo de financiamento destinado à agricultura, onde pagaríamos o mesmo, mas sem juros”, disse.

É que, conforme António Carente “só assim” a economia da ilha vai alavancar e também haverá “condições” para terem um produto de “qualidade”.

O camponês afiançou que os agricultores e produtores estão “descapitalizados” divido ao embargo que há “mais” de 40 anos “assola” Santo Antão.

“Não temos mercado e para nos arrasar mais há a desvalorização da produção do grogue, devido à enchente de açúcar que não é controlado nos mercados de Cabo Verde”, frisou.

Outro produtor, João Pinto, que foi na mesma linha do pensamento de António Carente, salientou que estes tipos de encontros “já não passam de mesmises”.

“Hoje estava à espera que o ministro da ndústria, Comércio eEenergia nos dissesse: já temos aqui a certificação do grogue e aqui está o diploma. Tenho conhecimento que o diploma está na Cidade da Praia, metido numa gaveta.

Poderíamos ter pego boleia no Brasil quando foi certificado a cachaça, não o fizemos, infelizmente”, pontuou.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Aníbal Fonseca, afirmou que “houve progresso” na fiscalização, entretanto, a mesma ainda não está num nível “desejado”.

“Nessas questões de fiscalização há quem reclame do excesso e há utros que reclamam do défice do mesmo. Há que se harmonizar e avançar, mas também temos a questão do laboratório de Afonso Martinho, que ainda não funciona e já era para estar a funcionar há muito tempo”, expôs.

Já o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, enfatizou que as “preocupações” dos produtores e agricultores “convergem” com as do Governo e defendeu haver “necessidade” de continuar a implementação de medidas que “reforçam”, “promovem” a fiscalização e mais “qualidade”.

“Identificamos haver necessidade de financiamento, formações profissionais. Existem programas no País já direcionados para o sector empresarial, mas em articulação com a própria associação dos municípios de Santo Antão ficou demostrado e justifica uma formação e abordagem específica para o sector de aguardente aqui em Santo Antão”, finalizou. A Semana com Inforpress

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