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Professores excluídos do concurso e do ME encontram-se com a líder da oposição para denunciar caos no sistema educativo nacional 14 Outubro 2017

Continuam os protestos sobre a situação de caos que se regista no sistema educativo cabo-verdiano depois da bronca com os Manuais Escolares. É que dez professores de diferentes níveis de ensino, que representam mais de 40 colegas que foram excluídos de participarem no concurso nº 30/2017 realizado pelo Ministério da Educação para o preenchimento de vagas no presente ano lectivo, encontraram-se, na manhã desta sexta-feira, 13, na Cidade da Praia, com a presidente do Grupo Parlamentar do PAICV. À Janira Hopffer Almada, que é também líder da oposição, expuseram as suas preocupações sobre a exclusão dos mesmos do sistema educativo para o presente ano lectivo. Os docentes denunciaram que foram excluídos, “de forma anormal, injusta e abusiva e não foram sequer contactados para poderem reclamar a tempo e horas”.

Professores excluídos do concurso e do ME encontram-se  com a  líder da oposição para denunciar  caos no sistema  educativo nacional

Os prejudicados consideram que a medida Ministério da Educação foi descabida, já que todos eles vinham leccionando nos anos anteriores, em vários estabelecimentos de ensino do país, na sequência do concurso realizado para o efeito.

Paula Pereira, porta-voz da delegação que se deslocou à Assembleia Nacional para se encontrar com a líder do maior partido da oposição, reivindica uma "resolução política" para o concurso de mobilidade interna. Entretanto, mostra-se esperançosa em reintegrar o sistema, caso houver uma negociação favorável entre as partes. “Fomos convocados para um encontro com o Ministério da Educação na próxima segunda-feira, 16, e esperamos encontrar uma solução para a nossa situação”, pontua.

Já Jorge Cardoso, Vice-presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP), considera que esta medida se trata de um erro “grosseiro” que mexe com a vida de muitos professores, que neste momento estão fora dos procedimentos do concurso, de forma totalmente injusta, comprometendo seriamente sua a vida pessoal e profissional.

“As vagas existem, os cerca de duas centenas de professores se encontravam a trabalhar como docentes, no final do ano lectivo transacto tiveram uma boa avaliação do desempenho e, neste caso, não entendemos por que é que o ME os colocou todos no desemprego e abrir um novo concurso externo para o recrutamento de novos candidatos. Desta forma, exigimos que o ME devolva os seus postos de trabalhos, tendo em conta os seus anos de prestação de serviço em vários níveis de ensino”, manifesta.

Aliás, este sindicalista vai mais longe, dizendo que a Ministra da Educação, Maritza Rosabal. Violou os Estatutos do Pessoal Docente e a legislação em vigor, ao abrir o concurso externo, sem admitir estes visados. “Só se abrem novos concursos se subsistirem vagas depois das nomeações de todos os professores que, anteriormente se encontravam em actividades docente”, acautela.

Para o representante o eleito Nacional do PAICV, Julião Varela, dever-se-ia realizar um concurso interno para que esses professores não fossem excluídos do sistema educativo. “Contudo, estas preocupações já estão canalizadas à Procuradoria da Justiça, no sentido de analisar a situação e, esperamos que o Governo assuma a sua responsabilidade em termos de reintegração e regularização do salário em atraso deste grupo de professores excluídos. Numa altura em que se aproximam as primeiras avaliações das aprendizagens, existem escolas por todo o país com falta de professores, cujas vagas ainda não foram preenchidas”, estranha o deputado tambarina que participou no encontro que o seu grupo parlamentar teve hoje com os representantes de mais de quatro dezenas de professores excluídos do concurso de preenchimento de vagas no presente ano lectivo.

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