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Professores revoltados com bloqueios do governo: Sindep convoca manifestações e greves em Santiago, São Vicente e Santo Antão 24 Janeiro 2022

Revoltados com os bloqueios do governo, professores dos diversos níveis de ensino vão sair à rua, no dia 1 de fevereiro, em manifestação de protestos e greve, nas ilhas de Santiago, São Vicente e Santo Antão. Segundo o líder do SINDEP, Jorge Cardoso, o objetivo é exigir do executivo de Ulisses Correia e Silva a resolução urgente de pelo menos sete das principais reivindicações da classe docente, com destaque para reclassificações pendentes desde 2016, congelamento na carreira a partir de 2014 e do reajuste salarial desde 2016, bem como do abuso do poder por parte de diretores centrais e delegados do Ministério da Educação colocados nas diferentes ilhas de Cabo Verde.

Professores revoltados com bloqueios do governo: Sindep convoca manifestações e greves em Santiago, São Vicente e Santo Antão

Conforme o Sindicato Nacional dos Professores, na Praia a manifestação vai decorrer, a partir das 9 horas do dia 1 de fevereiro, com a concentração no Centro Social 1º de Maio, na Fazenda. Os participantes vão passar pela Avenida Cidade de Lisboa e Rotunda de Homem de Pedro, com paragem frente ao Palácio do Governo, na Várzea.

Já em São Vicente, vão acontecer greves e manifestação de professores. Segundo o secretário permanente Nelson Cardoso, a concentrarão dos participantes será às 9 horas na Praça Dom Luís, com a partida do cortejo pelas 10 horas, seguindo o seguinte trajeto: Rua Lisboa/Rua Machado/Praça Nova/Avenida 5 de Julho/Avenida e Avenida marginal, com concentrarão frente à Delegação do Ministério da Educação.

Em Santo Antão, a jornada sindical do dia 1 de feveiro vai contar com duas manifestações. A do Porto Novo, segundo o secretário permanente do SINDP, João Miguel Brito dos Santos, começa com a concentração dos docentes, pelas 9 horas, na Praça dos Pescadores, na zona de Armazém, seguida de passeata pelas principais artérias da cidade do Porto Novo.

A mesma acontece nos concelhos de Paul e da Ribeira Grande. Conforme a secretária permanente do SINDEP, Osvaldina Assunção Santos, a concentração dos docentes desses dois municípios está marcada pelas 10 horas, frente ao Veleiro, no Paul. O trajeto está ainda por ser definido.

O líder nacional do SINDFEP faz questão de realçar que essas manifestações de protestos e greves dos professores vão decorrer sob o signo «por uma classe docente forte, unida e dignificada». Jorge Cardoso destaca que, de um modo geral, o objetivo é exigir ao Governo de Ulisses Correia e Silva «a resolução urgente de inúmeros problemas que afetam a Classe Docente». São, conforme ele, os casos de Reclassificações pendentes de 2016 a 2021; Demora na publicação de aposentações; Congelamento na carreira desde 2014; Congelamento de reajuste salarial desde 2016; Não pagamento de Subsídios por não redução de Carga Horária; Transferência sem critérios claros, e Abuso do poder por parte dos gestores (Delegados e Diretores) do Ministério da Educação chefiado por Amadeu Cruz.

«A participação de todos os professores nessa manifestação de protestos e greve no dia 1 de fevereiro é indispensável, pois, há que exigir respeito por esta Classe de suma importância no processo de desenvolvimento do país e que vem sendo desrespeitada e defraudada dos seus direitos, com inúmeras violações de direitos consagrados no Estatuto da Carreira do Pessoal Docente», apela o presidente do SINDEP em convite dirigido a todos os docentes de Santiago, São Vicente e Santo Antão.

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