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Professores universitários angolanos mantêm greve mais uma semana 26 Outubro 2022

O Sindicato Nacional de Professores do Ensino Superior (Sinpes) vai manter a greve iniciada na segunda-feira até à próxima quarta-feira, quando decide se a paralisação continua ou é suspensa, anunciou hoje o secretário-geral da organização.

Professores universitários angolanos mantêm greve mais uma semana

Em declarações à agência Lusa, Eduardo Peres disse que o sindicato e a entidade patronal chegaram a um entendimento parcial, alcançando acordo em dois dos quatro pontos do caderno reivindicativo.

Segundo o sindicalista, dois dos quatro pontos fraturantes encontraram respostas na proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2023, nomeadamente fundos para investigação científica e formação contínua.

“No que tange aos outros dois, como salários condignos e seguro de saúde, está ainda pendente, ficaram de ser apresentados ao titular do poder executivo”, referiu o secretário-geral do Sinpes.

O sindicalista realçou que a proposta do OGE 2023 será aprovada em novembro e entra em execução no dia 01 de janeiro. Nesse sentido, foi agendada uma ronda negocial na primeira quinzena do mês de fevereiro.

“Para todos os efeitos, o sindicato realizará a sua assembleia-geral deliberativa até quarta-feira da próxima semana, mas esta convocação dependerá das atas a serem assinadas amanhã [quinta-feira] no Ministério do Ensino Superior”, frisou.

Até lá, reforçou Eduardo Peres, mantém-se a greve, cuja suspensão “é um ato soberano da assembleia”.

Esta é a quarta paralisação dos professores do ensino superior, que apresentaram ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação um caderno reivindicativo de oito pontos, visando a melhoria do ensino superior no país.

A última paralisação dos professores universitários decorreu entre janeiro e maio passado, entretanto suspensa depois de acatado o pedido dos bispos católicos angolanos, que reconhecem serem justas as reivindicações.

O Governo propôs em março um aumento salarial de 6% para os professores, mas a proposta foi rejeitada em assembleia-geral pelos docentes, que reclamam 2,6 milhões de kwanzas (5,2 mil euros) para o professor catedrático e 1,5 milhões de kwanzas (3 mil euros) para o professor assistente estagiário.

A Semana com Inforpress

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