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Programa da FAO fornece sementes a 1.300 famílias devido a seca 04 Agosto 2020

Mais de 1.300 famílias de agricultores vão receber apoio de um programa de emergência com distribuição de sementes de milho e feijão, desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com financiamento da Bélgica.

Programa da FAO fornece sementes a 1.300 famílias devido a seca

Segundo escreve a Lusa, uma nota da FAO a que essa agência de notícias teve hoje acesso refere que o programa, lançado na sequência da seca que há três anos afeta o arquipélago de Cabo Verde, será apoiado pelo Fundo Especial para Atividades de Emergência e Recuperação do Governo belga, também tendo em conta os “efeitos potencialmente negativos da pandemia da covid-19 no acesso a insumos”.

O programa visa “assistir as autoridades responsáveis pela agricultura na preparação e implementação da campanha agrícola 2020/21” em Cabo Verde, “fornecendo os meios necessários para apoiar os agricultores mais vulneráveis que operam no setor agrícola de sequeiro”.

Segundo a mesma fonte, vai permitir a aquisição e distribuição de “sementes de culturas de sequeiro (milho e feijão) para a sementeira”, bem como “adquirir e acumular” produtos fitossanitários nas ilhas e municípios “onde o risco de ataques de pragas é maior”.

Os beneficiários diretos do projeto são 1.325 famílias, aproximadamente 6.625 pessoas, que cultivam milho e feijão de sequeiro, explica a FAO, sobre este programa de emergência, aplicado ainda com o apoio do Ministério da Agricultura de Cabo Verde, refere a notícia avançada pela Lusa.

“As duas entidades trabalharão juntas para preparar a tempo a temporada agrícola 2020/21 e garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias nas áreas rurais”, garante a FAO.

A chuva voltou a cair nos últimos 15 dias com alguma intensidade na ilha de Santiago e noutros pontos de Cabo Verde, após três anos irregulares e insuficientes para evitar seca extrema no arquipélago. Foi sentida em praticamente todos os concelhos do interior da ilha de Santiago, eminentemente agrícolas.

Lusa explica que, a diretora-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, Eneida Rodrigues, referiu em julho que as informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, baseadas nas previsões internacionais do Centro Africano de Aplicação Meteorológica para o Desenvolvimento (ACMAD) e Centro Regional de Formação e Aplicação em Agrometeorologia e Hidrologia Operacional (AGRHYMET), apontam para uma “grande probabilidade” de as chuvas ocorrerem dentro do padrão normal em todo o arquipélago este ano.

Em janeiro deste ano, o Governo cabo-verdiano declarou a situação de emergência hídrica em todo o país até outubro, devido à seca acumulada nos últimos três anos, admitindo neste período limitações temporárias ao consumo de água, escreve Lusa.

Desde 2017 que as chuvas que caem no arquipélago têm sido insuficientes para evitar uma seca extrema e prolongada e consequente maus anos agrícolas, que têm levado o país a pedir ajuda internacional.

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