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Projeto financiado pela UE quer aumentar segurança marítima no Golfo da Guiné - Cabo Verde é um dos beneficiários 05 Novembro 2021

Aumentar a segurança marítima, repelindo crimes como a pirataria e a pesca ilegal, é o grande objetivo de um projeto financiado pela União Europeia e gerido por Portugal, destinado aos 12 países costeiros da CEDEAO, disse hoje fonte oficial. Cabo Verde é um dos beneficiários desse projeto da UE.

Projeto financiado pela UE quer aumentar segurança marítima no Golfo da Guiné - Cabo Verde é um dos beneficiários

Segundo a Lusa, denominado SWAIMS (na sigla em inglês), trata-se de um programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), financiado pela União Europeia (UE), que visa contribuir para a melhoria das condições de segurança marítima no Golfo da Guiné.

Com início em 2019, está previsto durar até 2024, e segundo o coordenador geral, o comodoro Rodrigues Campos, vai beneficiar 12 países costeiros da CEDEAO, alvo de vários crimes marítimos, como pirataria e pesca ilegal.

“O que nós queremos é que os países beneficiários tenham aumentado a sua capacidade de resposta aos crimes no mar, estejam capacitados para repelir tudo aquilo que vai assolando esta região e que vai prejudicando a economia e o bem-estar das pessoas”, sustentou.

Segundo a mesma fonte, o projeto é financiado pela UE em 29 milhões de euros e Portugal gere uma componente orçada em quase 12,5 milhões de euros, que consiste na entrega de embarcações rápidas, formação e treino especializado às tripulações e fornecimento de equipamento forense.

“Para que as equipas possam chegar a locais suspeitos de terem sido objetos de atos criminosos, fazer a recolha e preservação da prova, para que essas provas sejam válidas em tribunal para condenação dos criminosos”, indicou o coordenador geral, no âmbito de uma apresentação na cidade da Praia - Cabo Verde.

“Este é um projeto muito forte e representativo também daquilo que é ação ativa de Portugal enquanto país promotor da segurança marítima no Golfo da Guiné”, prosseguiu Rodrigues Campos, entendendo que a parte gerida por Portugal é das mais importantes do projeto.

Esta componente é gerida e implementada pelo Camões — Instituto da Cooperação e da Língua e implementada pela Direção-Geral de Política de Defesa Nacional e Marinha Portuguesa.

Segundo o comodoro Rodrigues Campos, no início do próximo ano vai ser iniciada uma avaliação das necessidades de cada um dos países, para ajustar o treino que cada um necessita.

“Os desafios a um projeto desta dimensão estão muito relacionados com a articulação que é necessária para pôr 12 países com necessidades diferentes, culturas diferentes em algumas áreas e tentar harmonizar de forma que se consiga o objetivo final”, enfatizou Campos citado pela Lusa.

No último ano do projeto, está também previsto um exercício real no Golfo da Guiné com as forças navais parceiras, envolvendo o apoio de um navio da Marinha Portuguesa.

Benim, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Togo, Mali, Burkina Faso e Níger são 15 os países que fazem parte da CEDEAO, sendo que apenas os três últimos não são costeiros, conclui a fonte deste jornal.

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