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Sal/Reportagem: Proprietários de bares e restaurantes em Santa Maria lançam SOS por causa da crise provocada pela Covid-19 17 Agosto 2020

O SOS está lançado, face ao impato negativo que a crise provocada pela pandemia de novo coronavírus está a ter na economia do Sal . É que o turismo sempre foi e continua a ser um dos principais eixos do desenvolvimento económico sustentável da ilha e do país em geral. Conforme os dados do INE, Cabo Verde recebia, antes da pandemia de covid-19, cerca de 600 mil turistas por ano, mas com o encerramento das fronteiras esta realidade sofreu algumas mudanças-estabalecimentos estão, na maior parte, vazios (ver foto) . Este fato é notável, segundo apurou a equipa da reportagem do Asemanaonline, ao percorrer as principais ruas da cidade de Santa Maria.

Sal/Reportagem: Proprietários de bares e restaurantes em Santa Maria lançam SOS  por causa da crise provocada pela Covid-19

Em todos os setores da economia, a pandemia de novo coronavírus acarretou uma série de mudanças e adaptações. Na ilha do Sal, a situação não está a ser nada "fácil”, sobretudo para alguns restaurantes e bares, que temem, segundo alertam alguns proprietários, encaminhar pela falência caso a crise persistir por mais alguns meses.

Este jornal conversou com alguns proprietários e profissionais do setor da restauração, que apresentaram queixas e expuseram algumas reivindicações para fazer face a uma crise “nunca vista” na ilha mais turísitica de Cabo Verde. Contestam a recente medida do governo de reduzir o horário de funcionamento dos estabalecimentos, o que vai pior ainda mais a situação.

O responsável do bar Dinôs, Augusto Santos, afirmou que a situação está complicada e que estão a tentar amenizar os seus impatos negativos no setor.“A situação está difícil. Estamos a trabalhar somente para a sobrevivência. O horário estabelecido recentemente pelo Governo não favorece, de nenhuma forma, os serviços de restauração, porque é a partir das 21:00 que os clientes começavam a aparecer no estabelecimento. Por isso, para conseguir compensar isso tive que me adaptar. Agora abro as portas mais cedo”, enfatizou.

Já Octávio Almeida revelou que os estabelecimentos, para conseguir manter as portas abertas e não ir à falência, decidiram recorrer a algumas estratégias. “Tive que reduzir o meu ” Menu” a 40%, de maneira que abranja somente a população local”, afirmou o proprietário do bar/restaurante Bom Petisck.

Redução de clientes, preços e atividades

Conforme aupurou a nossa reportagem, os donos de bares e restaurantes queixam-se também da grande quebra de clientes devido à pandemia de novo coronavírus.

António Carlos Gomes, dono do restaurante bar Café Crioula, acançou, por seu turno, que não está a abrir à noite, uma vez que, neste horário, o estabelecimento, geralmente era frequentado por turistas. “Trabalho agora até às 17:00 horas. À noite não abro, porque não tenho clientes”, revelou.

O empresario acrescentou ainda que o mesmo tem um restaurante em Ponta Preta e que está fechado devido à falta de turistas no país. ” O estabelecimento depende especialmente da visita deles”, esclareceu.

Mas as adapações da restauração no Sal em tempos de convid-19 não ficam por aí. Ângela Fortes assegurou que teve que adaptar os preços das refeições para os cabo-verdianos. “Desci o preço dos pratos. Antes fazia um serviço por quilo, mas agora decidi arriscar nos “pratos do dia”. A qualidade mantêm-se o mesmo, explicou a proprietária do restaurante Ângela.

Conforme os relatos dos entrevistados do Asemanaonline na ilha do Sal, os proprietários das diferentes unidades de restauração manifestaram o receio de entrarem em falência, caso persisitir por mais tempo a crise provocada pela pandemia de novo coronavírus na ilha mais turísitica de Cabo Verde.

Luciana Cruz

(Jornalista, estagiária)

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