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Provedor da Justiça alerta aos sindicatos que Cabo Verde já sofre das consequências dos recuos civilizacionais 02 Maio 2018

O provedor da Justiça afirmou hoje que Cabo Verde “não pesa nas relações de forças mundiais”, marcadas por recuos civilizacionais, mas que já sofre de todas as consequências” e que tais riscos já constituem desafios para os sindicatos.

Provedor da Justiça alerta aos sindicatos que Cabo Verde já sofre das consequências dos recuos civilizacionais

O provedor da Justiça afirmou hoje.01, que Cabo Verde “não pesa nas relações de forças mundiais”, marcadas por recuos civilizacionais, mas que já sofre de todas as consequências” e que tais riscos já constituem desafios para os sindicatos.

Ao presidir a cerimónia do encerramento do “ciclo de capacitação de dirigentes sindicais nacionais”, realizada pela União nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde, Central Sindical (UNTC-CS), António Espírito Santos disse. segundo um despacho da Inforpress, que “muitas conquistas dos trabalhadores a nível mundial, estão a ser postas em causa, paulatinamente, por sectores crescentes da classe dominante do mundo inteiro”.

Alertou às organizações sindicais que o caso das migrações já as desafiam de forma dupla, alegando que “internamente dada a presença dos emigrantes no território” cabo-verdiano desprotegidos, poderão ficar a mercê de empregadores que tiram proveito do aumento da concorrência entre trabalhadores”.

“A protecção de trabalhadores imigrantes, desde o seu salário até à estabilidade e segurança no trabalho é então um imperativo, sob pena de se hipotecar a prazo a nossa própria condição de trabalho”, especificou a mesma fonte, acrescentando que “externamente, os riscos para os nossos compatriotas emigrados são bem reais a prazo, sobretudo na Europa e América.

A este propósito chamou atenção para a necessidade das organizações sindicais manterem relações com congéneres destes países, visando a troca de informações sobre o segmento cabo-verdianos e trabalhadores que labutam nestes países e uma eventual colaboração cabo-verdiana , para evitar divisões que possam ser fomentadas contra emigrantes cabo-verdianos que poderão vir a ser cruciais.

O responsável apelou à união e solidariedade de forma que as organizações sindicais sejam eficazes enquanto organizações democráticas, capazes de cimentar a unidade dos trabalhadores, que, segundo disse, “tem dependido o impacto social dos diversos sindicatos ao longo da história”.

Isto por considerar que falta em Cabo Verde “o aspecto organizativo da sociedade civil” e que “traduz uma maturação ou imaturação cultural”, tendo alertado os sindicalistas a incentivarem outros a se associarem e ajudarem no que poder as pessoas, mediante o respeito pela autonomia das organizações.

Ainda segundo agência cabo-verdiana de notícias, António Espírito Santos considerou que os sindicatos e as centrais sindicais constituem um pilar do país e da Nação, não só por representarem os trabalhadores que criam a riqueza, mas também por terem assumido em Cabo Verde, desde sempre, a vocação e alcances nacionais, constatando com os “próprios privados e empregadores nacionais, tão louvados nos discursos oficiais”, mas que ainda não alcançaram a maturidade colectiva para a unificação.

Alertou para o perigo existencial de “autênticos recuos civilizacionais, quando se propugna o aumento de jornadas de trabalho, o uso sistemático do trabalho infantil e o retorno e alargamento do trabalho infantil e escravo em várias partes do mundo”.

O Provedor da Justiça classificou o 1º de Maio como um dos mais altos marcos da solidariedade humana e que marca a reivindicação dos trabalhadores em vencer condições de trabalhos desumanas impostas pela voracidade capitalista.

As comemorações deste ano do 1.º de Maio lembram os 132 anos dos acontecimentos de Chicago, que levaram à criação do Dia do Trabalhador.

Naquela data, foi realizada uma acção de luta pela redução da jornada de trabalho para as oito horas, que foi reprimida com violência pelas autoridades dos Estados Unidos, que causaram a morte a dezenas de trabalhadores e condenaram à forca quatro dirigentes sindicais, lembra a Inforpress.

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