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Putin: "O palácio do vídeo de Navalny não é meu" 26 Janeiro 2021

O presidente da Rússia reagiu com um "Não é meu, nunca foi meu nem dos meus próximos" ao vídeo em que Navalny apresenta o "Palácio de Putin" — um luxuoso complexo com palácio, casino, ringue de patinagem e até uma vinha. 86 milhões de internautas já viram o vídeo em menos de uma semana.

Putin:

Putin classificou o vídeo como uma "montagem" que achou "entediante" e de que só viu partes, também "por falta de tempo".

"Nada do que é dado com meu é meu. Nem tão-pouco é dos meus próximos, nem nunca foi", disse Putin numa videoconferência com estudantes.

A detenção no domingo, 17, do opositor russo Alexei Navalny está desde segunda-feira, 18, a suscitar veementes apelos para a sua libertação vindos dos governos europeus e dos Estados Unidos.

No regresso de Berlim para onde foi transportado há cinco meses, o ativista de 44 anos foi detido pela polícia no controlo de passaportes do aeroporto de Sheremetyevo, alegadamente por ter incumprido as condições da sua liberdade condicional.

Foi durante uma viagem em que foi fazer campanha para políticos da oposição na cidade siberiana de Tomsk, que Navalny foi acometido de súbita doença que os seus próximos suspeitaram ser envenenamento pelo neurotóxico Novichok, que é um modus operandi presente em mortes de vários oponentes do regime russo.

Navalny, que foi várias vezes alvo de ataques contra a sua integridade física, um dos quais lhe afetou a visão dum olho, começou por ser um opositor que o presidente Putin menosprezou.

Mas com o tempo, Navalny tem vindo a destacar-se como o mais forte opositor do regime. Os seus vídeos na internet obtêm centenas de milhões de visualizações e o apoio tem vindo a crescer. Viu-se no domingo quando as autoridades fizeram desviar a rota do avião para um outro aeroporto enquanto dezenas de apoiantes que o aguardavam no aeroporto de Vnukovo, também na capital russa, acabaram detidos pela polícia.


Crescem apoios

Desde a semana passada que sucessivos pedidos de libertação de Navalny têm trazido os russos à rua.

A chanceler alemã Angela Merkel — que em agosto interveio para que o opositor a Putin tivesse tratamento médico em Berlim e vistou Navalny no hospital — juntou-se às vozes na União Europeia que pediram, na segunda-feira, a libertação de Navalny e ameaçam com novas sanções em caso contrário.

Mas na quarta-feira, 20, o tribunal de Moscovo adiou o julgamento, o que vai fazer prolongar a prisão preventiva.

Fontes: DW/BBC/ Le Monde/Reuters. Relacionado: Rússia: Vitória magra da Rússia Unida, de Putin, amargada com 20 deputados da oposição — Prontos a juntar voz ao banido Navalny, 10.set.019; Rússia: Médicos recusam transferir opositor nº1 de Putin em estado de coma, 21.ago.020. Foto (AFP/Reuters): O Palácio.

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