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Putin ainda quer conquistar a maior parte da Ucrânia, dizem os EUA 30 Junho 2022

"Em suma, o quadro continua a ser bastante sombrio", concluiu Avril Haines, diretora dos Serviços Secretos dos Estados Unidos da América.

Putin ainda quer conquistar a maior parte da Ucrânia, dizem os EUA

Segundo NM, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ainda tem como objetivo conquistar a maior parte do território ucraniano, adiantou na terça-feira uma alta funcionária dos serviços secretos norte-americanos, citada pela Reuters. Segundo a mesma fonte, o cenário para esta guerra permanece "bastante sombrio".

"Continuamos a estar numa posição em que olhamos para o presidente Putin e pensamos que ele tem efetivamente os mesmos objetivos políticos de anteriormente, ou seja, pretende conquistar a maior parte da Ucrânia", explicou Avril Haines, diretora dos Serviços Secretos dos Estados Unidos da América, no contexto de uma conferência do Departamento de Comércio.

Após estas declarações, a mesma fonte explicou que as agências de inteligência norte-americanas estão a considerar três cenários possíveis a curto prazo. De todos eles, o mais provável passa por um "conflito de desgaste" em que as forças russas apenas conseguem obter ganhos incrementais que ficam aquém dos objetivos do Kremlin.

Conforme a mesma fonte, um outro cenário prevê, por sua vez, a possibilidade de ocorrência de um grande avanço por parte das tropas russas. Finalmente, pode acontecer que a Ucrânia consiga estabilizar as suas linhas de defesa, ao mesmo tempo que conquista "pequenos ganhos" territoriais - talvez perto da cidade russa de Kherson e de outras áreas do sul da Ucrânia.

"Em suma, o quadro continua a ser bastante sombrio", concluiu Avril Haines, no seu mais recente balanço sobre a guerra na Ucrânia.

Recorde-se que, nos primeiros dias da invasão russa sobre território ucraniano, que teve início a 24 de fevereiro, as tropas do Kremlin levaram a cabo várias tentativas de conquistar a capital ucraniana, Kyiv, a qual acabariam por abandonar a certo ponto.

Desde então, os militares russos têm concentrado as ofensivas, essencialmente, na região do Donbass, no leste da Ucrânia - embora tenham já conseguido conquistar algumas cidades localizadas mais a sul, como é o caso de Mariupol, e continuem a levar a cabo bombardeamentos sobre outras regiões ucranianas.

Segundo os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 4.731 morreram e outras 5.900 ficaram feridas na sequência dos combates no terreno. No entanto, a organização alerta que o número real de vítimas poderá ser muito superior, dadas as dificuldades em contabilizar baixas civis em territórios controlados ou sitiados pelos russos.

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