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Putin ordena mobilização do Exército russo para "manutenção da paz" nos territórios separatistas 22 Fevereiro 2022

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a mobilização do Exército russo para "manutenção da paz" nos territórios separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, que reconheceu esta segunda-feira como independentes.

Putin ordena mobilização do Exército russo para

Segundo um despacho da Lusa, Putin assinou dois decretos que pedem ao Ministério da Defesa que "as Forças Armadas da Rússia [assumam] as funções de manutenção da paz no território" das "repúblicas populares" de Donetsk e Lugansk, segundo noticia a agência France Presse (AFP).

Os decretos assinados pelo chefe de Estado russo também estabelecem consultas entre Moscovo e as repúblicas agora reconhecidas para o estabelecimento de relações diplomáticas e entram em vigor a partir do momento da sua publicação, refere o texto do Kremlin (presidência russa).

Nos textos não foi divulgado nenhum cronograma de implantação ou a sua extensão.

Russos já terão entrado em território ucraniano

Entretanto, o jornal Guardian avança que as forças russas já entraram nas regiões agora declaradas independentes, no leste do país.

As autoridades dizem que a população da cidade de Makiivka, a 15 quilómetros de Donetsk, já notaram a presença de veículos blindados russos. O The Guardian revela ainda que uma fonte do Governo de Zelensky, confirmou que "um enorme comboio de veículos blindados russos e outros equipamentos está viajar há uma hora e meia".

O Presidente da Rússia reconheceu esta segunda-feira a independência dos territórios separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com os quais assinou tratados de amizade e assistência mútua com os líderes de Donetsk, Denis Pushilin, e Lugansk, Leonid Pásechnik.

Segundo Putin, a decisão foi tomada depois de receber hoje um pedido [de reconhecimento] por parte de ambos os líderes separatistas pró-Rússia e depois da Duma [câmara baixa do parlamento russo] ter enviado uma resolução com um pedido de reconhecimento da independência de Donetsk e Lugansk.

A Rússia mobilizou ao longo das últimas semanas dezenas de milhares de militares nas fronteiras com a Ucrânia, com o Ocidente a considerar estas movimentações como uma preparação para a invasão ao país vizinho.

A decisão de reconhecer ambas as repúblicas autoproclamadas foi apoiada quase por unanimidade pelos membros do Conselho de Segurança da Rússia.

O vice-presidente desse órgão, Dmitry Medvedev, comparou a situação com 2008, quando ele, então como presidente da Rússia, tomou a decisão de reconhecer as regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Para Medvedev, aquela medida "salvou centenas de milhares de vidas" naqueles territórios.

Conforme ainda a Lusa, na sua comunicação ao país, além de reconhecer a independência das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, Vladimir Putin assegurou também que tomará medidas para garantir a segurança da Rússia perante a recusa dos Estados Unidos e da NATO em abordar as suas preocupações de segurança e renunciar à Ucrânia o direito de fazer parte da Aliança Atlântica no futuro.

A posição de Moscovo sobre estas repúblicas provoca um curto-circuito no processo de paz resultante dos acordos de Minsk de 2015, assinados pela Rússia e pela Ucrânia, sob mediação franco-alemã, já que estes visavam, precisamente, um regresso dos territórios à soberania ucraniana, refere a fonte deste jornal.

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