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Lacuna no arsenal russo: Putin quer munições de Kim e manda-lhe carta 07 Setembro 2022

O exército russo vitorioso sobre o Donbass com 20 mil obuses disparados por dia deixou de existir desde há três meses e agora precisa desesperadamente das munições norte-coreanas. A aproximação com Kim é agora vital para Putin, que só teve um único encontro, em 2019, com o seu homólogo norte-coreano.

Lacuna no arsenal russo: Putin quer munições de Kim e manda-lhe carta

O presidente russo e o presidente norte-coreano comprometeram-se a estreitar laços em cartas trocadas esta segunda-feira, segundo os media oficiais da Rússia e da Coreia do Norte informam esta terça-feira como referem os media da referência.

É esta a maior aproximação entre os dois países desde 2019 quando ocorreu o primeiro encontro entre Vladimir Putin e Kim Jong-Un. As atuais necessidades russas de arsenal — a começar pelos projécteis providos de explosivos — podem ser agora preenchidas com as reservas de munições detidas pela Coreia do Norte, designada República Democrática pupila da Rússia desde o primeiro Kim, avô de Kim Jong-Un o terceiro da dinastia.

Em 2019, o presidente russo no final da reunião de duas horas disse que sobre a mesa da discussão tinham estado "as potencialidades para desenvolver laços bilaterais". No que respeita às armas nucleares, Putin disse que Kim Jong-Un queria mais garantias de segurança por parte dos ocidentais.

As relações nestes três anos em hibernação estão a reavivar-se com estas "notas" de Moscovo a Pyongyang e volta trocadas entre os diois líderes e ditadas pelas atuais necessidades do exército russo.

Rússia e arsenal da era soviética

As munições abundantes devido à acumulação ditada pela Guerra-Fria — fabricar não para usar mas para dissuadir o inimigo — levou ao enorme poder de fogo que as tropas russas demonstraram em território ucraniano, de fevereiro a maio.

Esgotado esse arsenal e na falta do arsenal mais avançado — dada a falta de componentes eletrónicos como microchips, semicondutores, transformadores, cabos, transístores, isoladores e outros que a Rússia deixou de poder comprar aos EUA, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Taiwan e Japão, como noticia hoje a imprensa norte-americana — é a Coreia do Norte, além do Irão, que parecem ser os próximos fornecedores do Kremlin.

Fontes: NYTimes/Business Insider/L’Express.fr/Poltico.com. Foto (Getty): Putin e Kim encontram-se pela primeira e única vez em 2019.

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