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Putin saúda ensaio com sucesso do mais recente míssil balístico russo Sarmat 21 Abril 2022

Forças Armadas russas anunciam primeiro disparo com sucesso do míssil balístico Sarmat, uma arma de nova geração, com um elevado alcance, e que o Presidente Vladimir Putin saudou como "sem equivalente".

Putin saúda ensaio com sucesso do mais recente míssil balístico russo Sarmat

A arma está incluída num conjunto de diversos mísseis apresentados em 2018 como "invencíveis" por Vladimir Putin, revela a Lusa.

Segundo declarações do Presidente russo Vladimir Putin, trata-se "de uma arma única que vai reforçar o potencial militar das Forças Armadas russas, garantirá a segurança da Rússia face às ameaças externas e que fará refletir duas vezes quem tentar ameaçar o país com uma retórica ameaçadora e agressiva", disse ele.

"Sublinho que foram apenas utilizadas instalações, componentes e peças de fabrico nacional para a construção do Sarmat", acrescentou, no decurso de uma intervenção transmitida pela televisão.

Segundo Putin, o míssil balístico intercontinental de quinta geração Sarmat é capaz de "evitar todos os sistemas antiaéreos modernos".

Mísseis "invencíveis"

Esta arma está incluída num conjunto de diversos mísseis apresentados em 2018 como "invencíveis" por Vladimir Putin. Entre o restante armamento, incluem-se designadamente os mísseis hipersónicos Kinjal e Avangard.

Em março, Moscovo afirmou ter utilizado pela primeira vez o Kinjal contra alvos na Ucrânia.

Acrescenta a Lusa que, com mais de 200 toneladas, o Sarmat é considerado mais eficaz que o seu antecessor, o míssil Voievoda, com um alcance de 11 mil quilómetros.

Em 2019, Putin declarou que o Sarmat não tinha "praticamente limites em termos de alcance", com capacidade para "atingir alvos atravessando o Polo Norte como o Polo Sul".

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, reagiu ao anúncio russo afirmando tratar-se de um teste de "rotina", que não constitui "uma ameaça" para os Estados Unidos ou seus aliados.

Moscovo "informou apropriadamente" Washington sobre a realização do teste, de acordo com suas obrigações ao abrigo dos tratados nucleares e, portanto, não foi uma "surpresa" para o Departamento de Defesa dos EUA, acrescentou Kirby, refere a mesma fonte.

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