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Qatar’22: Morte por alegada overdose na Casa Real — Ex-princesa morta em Marbella após acusar Al Thani de molestar filha 06 Junho 2022

A poucos meses do arranque do Mundial do Qatar até agora envolto em escândalos e outras peripécias, o emirado entra na webesfera devido à morte suspeita de Kasia Gallanio, de 45 anos, divorciada do tio do Emir reinante do Qatar. Nascida em Los Angeles, a ex-princesa estava numa batalha pela custódia das crianças travada com o ex-cônjuge, príncipe Abdelaziz bin Khalifa Al Thani, de 73 anos.

Qatar’22: Morte por alegada overdose na Casa Real — Ex-princesa morta em Marbella após acusar Al Thani de molestar filha

A polícia alertada — através de uma chamada de Paris "da filha mais nova, de 15 anos que havia três dias não conseguia contactar a mãe" — dirigiu-se no domingo à casa onde Kasia residia sozinha, em Marbella no sul de Espanha.

A americano-polaca de 45 anos, conhecida localmente como "la jequesa de Marbella", estava deitada na sua cama, sem qualquer sinal de violência segundo a polícia confirmou ao El País.

De conto de fadas a filme de terror

Aos dezanove anos, a estudante Kasia — nascida e criada em Los Angeles, de pais polacos — encontrou em Paris o príncipe do Qatar, de 47 anos em 1996. O sheik (título dos membros da Casa Real) que entre 1972 e 1995 fora ministro do Emir seu pai, o Emir Khalifa bin Hamad, e depois foi suspeito de tentar depor o meio-irmão, vive exilado em Paris após o golpe de Estado de 1995.

Em 2004 Kasia Gallanio tornou-se a terceira esposa de Abdelaziz bin Khalifa bin Hamad bin Abdullah bin Jassim bin Muhammed Al Thani. No ano seguinte nasceram as gémeas e em 2007 a terceira filha. Pouco depois o casal separou-se e o pai ganhou a custódia em 2012.

Desde então, a mãe que passou a viver em Marbella, Espanha disputava a guarda das crianças, que estudavam em Paris. Em entrevista à Women’s World em abril, Kasia falou da dor de estar longe das filhas.

"Duas das minhas filhas são gémeas e queriam viver comigo, mas ele cortava-lhes a mesada para as punir. A terceira é mais nova e é fácil de manipular uma criança com coisas materiais, assim está proibida de me contactar. É muito triste, porque os filhos precisam tanto do pai como da mãe".

Mais recentemente, a justiça francesa determinou que ela teria de se sujeitar a exames psicológicos relativamente à acusação de que o ex-marido teria tido "contactos inapropriados" com a filha mais nova.

O desfecho trágico do último domingo, 29-5, deu-se no meio de um "combate extenuante perante a justiça francesa" que a levou a ser hospitalizada com sucessivas depressões. A sua advogada, Sabrina Boesch ouvida na segunda-feira pelo diário Le Parisien , afirmou mesmo: "Acredito que ela morreu de desgosto".

Segundo a imprensa espanhola deste domingo, a autópsia realizada na terça-feira não pôde determinar claramente a causa da morte. As hipóteses de uma overdose de medicamentos ou mesmo de outras substâncias nocivas, já que a malograda lutava contra o vício do álcool e drogas, continuam a esperar por exames complementares.

Fontes: Le Parisien/El País/El Comercio.es/. Fotos (Getty/AFP): No fundo, "ela morreu de desgosto".

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